
Presidente da Anatel vê aumento de preço para usuário e propõe 5G pura somente em 2025
Para Leonardo de Morais, a Lei de Liberdade Econômica veda que o Estado exija especificação técnica que não seja necessária para atingir o fim necessário.

Para Leonardo de Morais, a Lei de Liberdade Econômica veda que o Estado exija especificação técnica que não seja necessária para atingir o fim necessário.

A lei do Fundo de Universalização, que libera a aplicação de recursos para a banda larga, foi sancionada no ano passado, mas não entrou na previsão orçamentária de 2021. Mas o Minicom pretende criar o Conselho Gestor do fundo ainda neste semestre.

O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Vitor Menezes, estima que a construção das oito infovias de fibra óptica para ligar a região Norte do país irá custar R$ 1,6 bilhão, recursos que serão pagos pelas operadoras que comprarem as frequências nacionais da 5G, cujo leilão da Anatel deverá ser feito em junho deste ano.

Na próxima semana, a Anatel bate o martelo sobre o modelo do leilão de espectro da 5G. Alguns temas ainda em debate. Entre eles, o da exclusividade das frequências apenas para o serviço móvel pessoal, que poderia impedir a construção de rede neutra. Mas o relator, Carlos Baigorri, nega.

Até o início da próxima semana, dirigentes da Anatel voltam a debater internamente a proposta de leilão da 5G já tendo em mãos o voto vista do presidente da Anatel, Leonardo de Morais, cuja reunião formal ocorrerá no dia 25.Uma das ideias em construção é a manutenção do release 16 - que conta com o apoio das três maiores operadoras, Claro, Vivo e TIM e dos novos entrantes - mas com uma proposta de trajetória de aterrisagem diferente ao que foi apresentado.
Segundo Alex Jucius, os ISPs têm pressa em instalar as redes 5G no interior do país.

Para o vice-presidente de Relações Institucionais da Claro, a 5G autônoma que vem no Release 16, que está sendo exigida pela Anatel, será mais cara e não poderá ser massificada para as diferentes regiões do país.

Para o diretor de Relações Institucionais, Enylson Camolesi, os investidores precisam saber o preço das obrigações que vão ser estabelecidas no edital da 5G e que será embutido no valor do espectro.

A Conexis e as operadoras de celular mantêm a defesa da proposta híbrida, na qual o processo de limpeza seria iniciado com a instalação de filtros nas antenas parabólicas para que os custos sejam menores e o ingresso da tecnologia 5G mais rápido.

O vice-presidente de Relações Institucionais da Oi, Eduardo Levy, antecipou a posição da operadora em audiência pública realizada hoje,10, pelo GT 5G da Câmara dos Deputados.

O conselheiro Carlos Baigorri classifica a escolha pelo padrão 5G puro, ou seja, que irá demandar a construção de uma nova rede, como a preferência por uma Ferrari, ao invés de um Fusca. Argumento questionado por aqueles que defendem a adoção de padrão que possa ser usado nas redes atuais.

Apesar de reconhecer que os custos são mais altos do que se a agência optasse pela mitigação da interferência, como queriam as teles, o conselheiro Carlos Baigorri, diz que as vantagens técnicas da decisão são mais vantajosas.

A comissão quer saber as razões e o impacto da exigência para que os fornecedores tenham "governança corporativa conforme o mercado acionário brasileiro". Se seria forma de retirar a Huawei da disputa. Quer também entender porque a agência preferiu indicar um padrão tecnológico ao invés de estabelecer um prazo para a oferta de novos serviços, como o carro conectado.

Serviços de segurança e infraestrutura têm alocados em todo o país 5 MHz nessa banda

Para Juarez Quadros, os custos da 5G pura e da rede conectada na Amazônia poderão ser extremamente altos, o que pode até inviabilizar a venda das frequências. Lembra que nenhum leilão a Anatel deixou de arrecadar recursos para o Tesouro e, por isso, não deveria superestimar metas.

Para Mário Girasole, a infraestrutura do 5G é que vai estimular a demanda por novos serviços como telemedicina. Por isso, defende que o edital estabeleça a adoção do 5G stand alone.

Diferentes interlocutores do mercado alegam que a Anatel, ao querer obrigar a adoção de um único padrão autônomo da 5G, como está na proposta do edital, fará com que o país pague mais caro por uma rede totalmente nova sem conseguir demonstrar os reais ganhos para a população.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, começa nessa terça, 2, o tour pelos países sede dos fabricantes estrangeiros de tecnologia 5G. Mas terá que resolver ainda o problema interno causado pela portaria que publicou na sexta, pela qual cria a rede privativa do governo. Portaria esta que desagradou o mercado e o próprio Ministério da Economia, que vê o fim da privatização da Telebras.

Inicialmente, a ideia era fazer instalar uma antena para cada 10 mil habitantes entre 2021 a 2027 nas cidades com mais de 30 mil habitantes, o que somaria 65,8 mil sites. O voto apresentado hoje estabelece uma antena para cada 15 mil habitantes, o que reduz a obrigação para 43,8 mil erbs.

A faixa mais importante da 5G terá 4 licenças nacionais com 80 MHz e uma regional com 8 blocos de 20 MHz. Na segunda rodada, todas as faixas de 3,5 GHz serão divididas em 20 MHz.