
Ainda não há consenso na Economia sobre formato do leilão 5G
Disputa entre área fiscal, que luta por mais recursos, e setor de infraestrutura, que reconhece importância de estímulos para acelerar a implantação da rede, continua.

Disputa entre área fiscal, que luta por mais recursos, e setor de infraestrutura, que reconhece importância de estímulos para acelerar a implantação da rede, continua.

Segundo o CEO, Rodrigo Abreu, pode ser interessante para a nova empresa adquirir faixa de 3,5 GHz para oferecer o serviço de FWA - ou banda larga fixa sem-fio.

Para o secretário de Telecomunicações, Vitor Menezes, a solução para a interferência da TVRO não pode menosprezar o impacto econômico, para não prejudicar o avanço da banda larga.

O presidente da operadora, José Roberto Nogueira, afirmou que os lotes regionais reservados para os pequenos operadores irá assegurar que a 5G chegue mais rapidamente às cidades com menos de 30 mil habitantes.

Leonardo de Morais disse que as faixas de frequências atualmente ocupadas pela tecnologia 4G podem também receber a quinta geração, como alternativa para o atraso do leilão.

Para os executivos, o importante é que as regras do edital estejam bem construídas e que estimulem os investimentos nas redes de telecomunicações.

Para o presidente da Ericsson, Eduardo Ricotta, a nova lei das teles assegurou a renovação automática da banda A, e alertou que se a faixa tiver que ser devolvida, o usuário ficará sem o serviço.

Para Francisco Pinheiro Neto, presidente do conselho da Mob Telecom, além da situação cambial, que encareceu 35% as redes de 5G, faltam muitas definições nas regras do leilão para que ele possa ser realizado este ano.

Anatel deve manter blocos de frequências reservados para a aquisição de ISPs, mas quer estabelecer condições para a sua ocupação.

O presidente da Anatel, Leonardo de Morais, disse que poderão ser incluídas metas de cobertura com a tecnologia 5G, que não foram previstas na consulta pública.

A Claro argumenta que é difícil prever a capacidade de investimentos após o cenário de crise e, se o leilão for feito no calendário pretendido pela Anatel (primeiro trimestre de 2021) poderá ter sua atratividade reduzida. Defendeu ainda que todos os compradores de espectro tenham as mesmas obrigações, para não afetar a competição.

A operadora argumenta que alguns ISPs estão enfrentando até 50% de inadimplência devido à pandemia

Segundo a operadora, devido à crise provocada pelo coronavírus, alguns ISPs estão enfrentando até 50% de inadimplência nas contas, e por isso, terão mais dificuldades para cumprir as metas de cobertura nos prazos sugeridos pela agência.

Para a Oi, 5G não pode ter menos do que 100 MHz disponíveis, e por isso, todas as licenças de 3,5 GHz deveriam ser nacionais, reservando-se para os ISPs lotes regionais na faixa de 2,3 GHz, que permite a 4G e também a 5G.

Para a empresa, o momento vivido pela economia mundial, gerado pela pandemia do coronavirus, traz um quadro de previsões pessimistas e de incertezas que afeta a capacidade de investimentos dos futuros compradores das licenças. Assinala também que deveria ser feita nova consulta pública com respostas para cinco questões relevantes que não foram ainda esclarecidas.

A operadora alega que a faixa de 26 GHz será usada nas instalações fabris, em meios confinados, e que por isso não haveria problemas de interferência com as micro-licenças

A entidade defendem que os prestadores de pequeno porte usem o espectro comprado pelos grandes operadores, em caráter secundário, nas cidades onde o 5G não chegar em dois anos.

A Abrint quer que os ISPs tenham direito a usar a frequência das grandes operadoras, em caráter secundário, nas cidades onde essa tecnologia só vai chegar em dois anos. Embora ainda defenda licenças por município, aceita as áreas sugeridas pela Anatel na consulta pública

Os conselheiros rejeitaram novos pedidos de prorrogação do procedimento baseados na pandemia e em aprimoramento das propostas apresentados dois dias antes por SindiTelebrasil, NEO TV e Fórum Brasileiro de IOT.

A Instrução Normativa nº 04, do Gabinete de Segurança Institucional, invoca fundamentos que não dão amparo legal à amplitude e seu pretendido poder de coerção.