Senado aprova indicação para diretoria da ANPD
CCJ do Senado aprova Lorena Giuberti Coutinho para a diretoria da ANPD. Economista da OCDE destacou importância da LGPD
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, 13, a indicação de Lorena Giuberti Coutinho para integrar o Conselho Diretor da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A indicação, formalizada por meio da Mensagem (MSF) nº 34/2025, ainda depende de votação no Plenário da Casa. Economista da OCDE, indicada ainda precisa ter o nome confirmado pelo Plenário; na sabatina, destacou papel da LGPD para a economia digital.

Formada e mestre em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), Lorena é doutora pela Universidade de Maastricht, na Holanda, com bolsa concedida pela United Nations University para pesquisas sobre o impacto de tecnologias na sociedade. Lecionou no mestrado em Políticas Públicas do Instituto de Inovação e Tecnologia da Maastricht e é autora de trabalhos acadêmicos sobre economia digital, incluindo capítulo no relatório OECD Digital Economy Outlook, referência internacional em tecnologia e dados. Em 2022, foi indicada ao prêmio de melhor artigo da revista francesa Concurrence.
Confira currículo de sabatina por Senado para diretoria da ANPD
Servidora pública federal desde 2013, ingressou na carreira de Analista de Comércio Exterior no então Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), onde atuou com política comercial e assessoramento à Secretaria de Comércio Exterior. Atualmente, está licenciada para exercer o cargo de economista no Comitê de Políticas Digitais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, onde coordena discussões sobre governança digital, proteção de crianças e adolescentes em ambientes online e elaboração de políticas digitais baseadas em evidências.
Durante a sabatina na CCJ, Lorena afirmou que a proteção de dados pessoais é “um desafio que se coloca no mundo inteiro” e defendeu a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 13.709/2018) como instrumento estratégico para o desenvolvimento econômico do país.
“Hoje não é mais possível falarmos do desenvolvimento da economia sem o uso de dados, sem o uso adequado de dados pessoais. Por isso, vejo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais como uma aliada para promovermos a confiança, que é elemento essencial para o desenvolvimento da economia digital”, disse.
A LGPD estabelece as diretrizes para coleta, uso, armazenamento e compartilhamento de dados pessoais no Brasil, buscando assegurar direitos fundamentais de privacidade e proteção de informações. A norma é considerada pela comunidade técnica e empresarial um marco regulatório essencial para impulsionar a economia digital com segurança jurídica, ampliar a confiança de consumidores e empresas e alinhar o país a padrões internacionais de governança de dados.
Com a aprovação na CCJ, o nome de Lorena segue para deliberação final do Plenário do Senado. Caso seja confirmada, ela ocupará a vaga aberta no Conselho Diretor da ANPD e participará das decisões sobre regulação, fiscalização e orientação no cumprimento da LGPD no Brasil.
