
Banco da China trava pagamento da Oi a pequenos credores
CDB obteve liminar barrando as negociações antecipadas com 20 mil credores que têm até R$ 50 mil a receber da operadora. Liminar foi concedida por desembargador do TJ-RJ.

CDB obteve liminar barrando as negociações antecipadas com 20 mil credores que têm até R$ 50 mil a receber da operadora. Liminar foi concedida por desembargador do TJ-RJ.

Operadora já cogitaria emitir novas ações após aprovação do plano de recuperação para financiar investimentos, diz agência.

Essa MP não tem nenhuma relação com a MP que foi negociada pelo MCTIC e Anatel, voltada para resolver o problema da dívida tributária da Oi. Mas abrange o perdão das multas de dívidas de empresas de todos os segmentos econômicos, inclusive de telecom

Segundo presidente da companhia, negociações com credores continuam, e plano é buscar solução equilibrada em cima do que já foi apresentado. Schoroeder aprova decisão do governo Temer de editar medida provisória que permita a renegociação da dívida de empresas em recuperação e de uma lei em separado para a intervenção, embora ressalte que não seja necessária intervenção no grupo.

A Anatel só vai assinar o acordo com a Oi que será viabilizado a partir da publicação da Medida Provisória (MP) que autoriza a negociação de cerca de R$ 14 bilhões que a operadora tem em multas com a agência depois que todo o plano de recuperação judicial for apresentado, plano esse que deve incluir, obrigatoriamente, bilhões de dólares a serem aportados pelos acionistas na empresa. Esse aviso é do conselheiro da Anatel, Igor de Freitas.

Ex-presidente da Oi foi multado por antecipar informações sigilosas relativas à oferta pública de ações da operadora, ocorrida em 2014.

Companhia diz que decisão não afeta operação local e que as empresas seguem em recuperação judicial no Brasil. Mercado reagiu positivamente, com valorização das ações na bolsa de São Paulo.

Empresa tem dívida de US$ 6,3 bilhões, que pretende reduzir para US$ 2 bilhões entregando 100% das ações aos credores

Escritório de advocacia Arnoldo Wald vai acumular a administração judicial financeira da tele, após demissão da PwC e a BDO recusar a função. Oi avisou ao mercado, também na noite de ontem, que não tem qualquer decisão tomada sobre acrescentar uma possível capitalização ao plano de recuperação proposto pelo conselho de administração.

Ministro lembra que prestação de serviços da operadora segue saudável, e que a preocupação do governo no momento é econômica. "Nunca antes uma empresa brasileira deveu R$ 65 bilhões", chegou a dizer a jornalistas, em evento na noite desta sexta-feira.

Presidente da Anatel observa que a entrada em recuperação judicial não afetou os índices de medição da qualidade da prestação de serviço da tele

Ministro afirma que medida provisória que permita a intervenção virá, será ampla, mas ainda acredita ser possível uma solução de mercado para a concessionária.

Novo prazo expira em 01 de maio. Oi já demonstrou falta de interesse.

Companhia convoca para 28 de abril assembleia geral de acionistas, na qual propõe votar manutenção do atual conselho de administração até 2018.

Empresa rebate alegações de alguns dos credores, de que não teria negociado as mudanças

Três grupos de bondholders, donos US$ 6 bilhões em títulos de dívida da concessionária, defendem que mudanças propostas são "inaceitáveis" e que os administradores da empresa "continuam a ignorar os melhores interesses do Grupo Oi".

CEO da operadora diz que plano aprovado ontem pelo conselho de administração é melhor do que proposta dos bondholders que se associaram a Naguib Sawiris. Esses credores, únicos a formalizarem proposta, elevaram o tom na cobrança de uma posição da operadora nesta semana.

Aos bancos, vai propor pagamento da dívida em até 16 anos, com carência de seis anos. Compromete-se, também, a destinar o valor da venda da Africatel à quitação de títulos de credores, e limitar a distribuição de dividendos até que a dívida líquida seja menor que 2,5 vezes o EBITDA.

Grupo Ad Hoc de bondholders afirma que a falta de resposta gera desconfiança entre investidores internacionais: "Se os credores forem tratados injustamente ou a Companhia acabe em liquidação porque seus controladores, com o apoio dos membros do conselho de administração, procuram promover seus interesses em detrimento do interesse de todas as outras partes interessadas, o custo para o Brasil pode ser enorme".

Decisão tomada na última semana avaliza o trâmite da recuperação na Justiça do Rio de Janeiro