
Oi rechaça acusações de acionistas
Em nota, operadora rebate afirmações da Pharol e diz que negociações e aprovação do plano de recuperação judicial seguiram à risca as determinações da Justiça.

Em nota, operadora rebate afirmações da Pharol e diz que negociações e aprovação do plano de recuperação judicial seguiram à risca as determinações da Justiça.

Operadora encaminhou o pedido para aprovação da Justiça, que impediu recentemente a interferência de acionistas na recuperação. Caso aprovada, convocação prevê assembleia feita já neste mês.

A diretoria da Oi considera que não vai ter dificuldade em implementar as condições precedentes para o aporte de R$ 4 bilhões, graças ao apoio obtido pelo plano na AGC, que os fees pagos para o compromisso de aporte estão dentro das condições de mercado e são inferiores aos do PSA anterior.

Entre as mais de três dezenas de pré-condições, as cortes internacionais têm que ter proferido decisões em linha com o plano e a Justiça brasileira não poderá acatar recurso com efeito suspensivo contra a homologação do plano ou conceder liminar a ação com efeito semelhante. E há pagamento de fee para os credores que pretendem investir R$ 4 bilhões na Oi.
Em nota repleta de ataques pessoais ao presidente da Oi, o fundo ligado a Nelson Tanure reclama da previsão de prejuízo recorrente da Oi por mais sete anos.

Para o presidente da empresa, a aprovação do plano de recuperação por ampla margem dos credores fragiliza ações

Em despacho, o Ministério Público do Rio de Janeiro não acabou pedido de adiamento da assembleia, mas mencionou pontos que considera problemáticos no PRJ.

Empresário também entrou com novo pedido no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pedindo o adiamento da assembleia.

Acionista da Oi, Société Mondiale tenta barrar assembleia. Acusa o presidente da Oi de cometer crimes "falimentares" e diz que o plano de recuperação apresentado à Justiça é ilegal. Alega que há uma tentativa de "expropriação ilegal" da concessionária. E pretende envolver até o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Conselho está reunido nesta sexta-feira para debater, entre outras coisas, a o plano de recuperação da operadora, mas continua impedido de alterá-lo ou interferir em negociações.

José Félix, presidente da Claro Brasil, diz que entrada de chineses no capital da Oi, caso aconteça após a recuperação judicial da rival, vai desestabilizar o já “doente” mercado de telecomunicações brasileiro.

Para Ernst & Young, proposta de recuperação traz medidas necessárias para garantir a competitividade e a viabilidade da companhia pelos próximos anos.

O presidente da Anatel, Juarez Quadros, informa que foi orientado pela Procuradoria Geral da República que aprovação depende de MP

Conforme o plano de recuperação, operadora vai parcelar em quatro anos valores acima de R$ 150 mil devidos aos parceiros. Oi estima que tem a pagar R$ 1,6 bilhão a quase mil fornecedores.

Operadora deverá pagar R$ 11,6 bilhões ao final do período. As primeiras parcelas seriam quitadas com R$ 1,4 bilhão hoje presos em depósitos judiciais.

A dívida cairá para R$ 23,9 bilhões, menos de duas vezes o Ebitda, os investimentos vão para R$ 7 bilhões/ano e a dívida em títulos internacionais convertida em ações e nova dívida passará a representar até 73,7% do capital da companhia, podendo chegar a 75%. Os recursos novos serão de R$ 4 bilhões.

Operadora publicou dois termos de acordos preliminares para pagamento de dívidas tomadas em dólares, sem conversão, e outro com conversão. Neles, mantém previsão de vender Unitel, Timor Telecom e call centers.

Processo, de 2015, foi aberto a partir de denúncia da BT Brasil, que acusou as concorrentes de dificultarem sua participação em licitação dos Correios.

A operadora Oi planeja investimentos em bots para reduzir custos de atendimento e em fibra óptica em novas regiões do país

A movimentação de empresas chinesas na direção da Oi, em recuperação judicial e em busca de sócio e capitalização, alertou as operadoras de telecom que operam no país. Já dispararam sinais ao governo de que não vão aceitar tratamento privilegiado a um eventual investidor chinês.