
Anatel propõe ampliar espectro para a banda S, telefonia celular por satélite
A Anatel está destinando 60 MHz para o Serviço Móvel Global por Satélite na faixa de 1,9 GHz, ao invés de 40 MHz anteriormente propostos.

A Anatel está destinando 60 MHz para o Serviço Móvel Global por Satélite na faixa de 1,9 GHz, ao invés de 40 MHz anteriormente propostos.

A consulta pública ficará no ar por 60 dias

O espectro de 700 MHz que está disponível coincide com aquele que a Europa está destinando para a 5G, ampliando o ecossistema de uso.

Governo usará esse tempo para prestigiar senadores aliados e elaborar proposta de MP e de decreto para atender demandas de serviços de telecomunicações em áreas isoladas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Licença de espectro por mais tempo é um dos pleitos do presidente da Telefónica, José-María Pallet, que defendeu também a elaboração de uma Constituição Digital para proteger os dados das pessoas.

Senador Vanderlan Cardoso (PP-GO) fez dobradinha nas eleições de 2018 com o ex-deputado Daniel Vilela (MDB-GO), responsável pela proposta na Câmara.

As licenças de 850 MHz começam a vencer em dezembro do próximo ano, e não podem ser renovadas mais, sem licitação. A Anatel pensa outorgá-las em caráter secundário.

Operadoras de satélite querem vender um pedaço do espectro da Banda C sem passar por leilão da agência reguladora, a FCC, e o Google e outras empresas são contra.

A Anatel deverá, até abril, permitir às operadoras Claro, Oi, TIM e Vivo cumprir a meta de atendimento rural usando o satélite, mas terão que devolver a frequência de 450 MHz que compraram no leilão de 2012 e não usaram.

Uma das decisões com o maior grau de divergência - conta com quatro votos diferentes - poderá ser concluída até abril deste ano. A tendência é a Anatel permitir as operadoras Claro, Oi, TIM e Vivo, que pagaram R$ 3 bilhões no leilão de espectro de 2012, a cumprir meta rural com a tecnologia do satélite, como reivindicam. Em contrapartida, essas empresas poderão ter que devolver a faixa de 450 MHz e ainda cumprir metas mais ambiciosas, para compensar o uso da alternativa satelital.

Agência alegou a necessidade de adaptação dos seus sistemas, além de atender à reivindicação da Telefônica

O acordo bilateral amplia o mercado para os satélites brasileiros

Segundo Leandro Guerra, as operadoras de celular vão precisar de mais espectro, mas também é preciso resolver o conflito de competência da Lei das Antenas

Luiz Alexandre Garcia, que migra para o comando da holding Algar, acredita que a 5G só irá avançar a contento no país se a Anatel mudar as regras de destinação do espectro, que exige hoje uma licença de telecomunicações. Ele defende que as empresas dos diferenciados segmentos, como uma mineradora ou um hospital, possam também ocupar as frequências da 5G para atender as suas necessidades de conexão.

Serão realizados testes com inteligência artificial para os serviço de telecomunicações ocuparem parte das frequências de UHF das emissoras de TV abertas

No total, 76 empresas querem ocupar a frequência para oferecer serviço de voz e dados para o interior da argentina.

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Ideia é ampliar as possibilidades de uso dessa frequência para o 5G

O PLC 79, votado na Câmara em 2016, irá desobrigar as concessionárias de telefonia fixa a investirem em orelhões. Com o fim da concessão, a Anatel terá que calcular quanto vai valer a venda dos bens que seriam entregues para a União. Esse valor será transformado em investimentos em rede de banda larga, no regime privado.

Para a entidade, futuro governo deverá apoiar a destinação de grande blocos de frequência para que a 5G tenha sucesso