SES confirma fim de negociações e descarta fusão com Intelsat

Companhia de satélites soltou curto comunicado dizendo que conversas foram encerradas menos de três meses após início das discussões sobre possível união de forças
Em comunicado, SES descarta fusão com Intelsat
Parque de antenas da sede da SES, em Betzdorf, em Luxemburgo; companhia descartou fusão com Intelsat (crédito: Divulgação/SES)

A SES informou, nesta quinta-feira, 22, que as negociações para uma eventual fusão com a Intelsat não prosperaram. Desse modo, as operadoras de satélite devem continuar as atividades separadamente.

As conversas em torno de uma fusão foram confirmadas no fim do mês de março. Assim, menos de três meses depois, o negócio foi descartado. Em curto comunicado, a SES não revelou o motivo para o fim da negociação.

“A SES anuncia hoje que as discussões sobre uma possível combinação com a Intelsat foram encerradas. Em 29 de março de 2023, a SES confirmou que a empresa estava em negociações com a Intelsat e que não havia certeza de que uma transação se concretizaria”, diz a operadora de satélites, em nota divulgada à imprensa e ao mercado.

Pela complementariedade de serviços, a junção de forças poderia criar uma companhia avaliada em mais de US$ 10 bilhões. A Intelsat fornece serviços de comunicação via satélite e transmissão de mídia, por meio de sua constelação de satélites de órbita geoestacionária (GEO).

A SES, por sua vez, disponibiliza conectividade por meio da constelação O3b de órbita terrestre média (MEO), além de contar com artefatos geoestacionários. A empresa atende clientes corporativos, como cruzeiros, governos e operadoras de telecomunicações.

No terceiro trimestre, a companhia deve lançar um novo serviço de banda larga, que será operada por intermédio da constelação O3b mPOWER, a segunda geração de satélites MEO da empresa. Quatro equipamentos já trafegam no espaço e mais dois devem ser lançados em breve, dando início à operação comercial da constelação.

A expectativa da SES é de ampliar significativamente o seu mercado consumidor, ao disponibilizar mais capacidade a uma latência mais baixa aos clientes em todo o mundo.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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