
“A Oi vai ter que vender a gravata. E também os imóveis, apesar da Anatel”
Advogados entendem que a Anatel não poderá proibir a venda de imóveis pela Oi, pois a palavra final passa a ser do juiz da recuperação judicial
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Advogados entendem que a Anatel não poderá proibir a venda de imóveis pela Oi, pois a palavra final passa a ser do juiz da recuperação judicial

Para Floriano de Azevedo Marques, o poder público tem que financiar os serviços em regiões não atrativas e mesmo para grupos populacionais específicos.

O maior pedido de proteção à falência já ocorrido no Brasil, feito ontem, 20, pela Oi, está sendo analisado por diferentes juristas, advogados, economistas e executivos ouvidos pelo Tele.Síntese como a medida necessária, e única, adotada pela operadora brasileira para continuar a tocar suas operações, proteger suas atividades e poder voltar a sentar na mesa com os credores. Todos sabem que a complexidade da negociação é enorme, devido ao grande e diferenciado perfil dos credores, mas há também a certeza de que a operadora é fundamental para a manutenção do sistema de telecomunicações brasileiro, e por isso ninguém acredita em sua falência.

Em fase de finalização, a proposta a ser submetida ao conselho diretor possibilita a migração das concessionárias para o regime privado, mas não acaba com o regime público.
E afirma que o pedido de recuperação judicial precipita as discussões técnicas e políticas para aprimorar o marco regulatório.

Com o comunicado da operadora, de que decidiu ingressar com o pedido de recuperação judicial, a Anatel divulgou ontem, 21, à noite nota à imprensa informando que vai suspender cautelarmente qualquer alienação ou oneração de bens móveis e imóveis integrantes de patrimônio das concessionárias, bem como de suas controladoras, controladas e coligadas, sem aprovação prévia pela agência

A pesquisa teve recorde de participação

Em fato relevante encaminhado à CVM, a companhia informa que decidiu recorrer à Justiça para proteger as empresas do Grupo Oi de ameças de iminentes pedidos de penhora ou bloqueio e garantir a prestação dos serviços a seus usuários. Diante dessas ameaças, diz que não poderia continuar aguardando o resultado da repactuação de suas dívidas com os credores. Assim, deu entrada hoje, 20, ao pedido de recuperação judicial no Rio de Janeiro. O total de créditos envolvidos na medida soma R$ 65,4 bilhões.

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O Sedex não foi reajustado.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou com a Oi em maio deste ano, conforme as agências Valor Econômico e Globo, um acordo para a suspensão do pagamento da dívida da concessionária por 180 dias. Mercado acha que até o dia 10 de julho Oi deverá ter feito pedido de recuperação judicial.
Pagamento se refere aos resultados apurados até 31 de maio, e beneficiará acionista com papeis da companhia em 30 de junho.
Empresa divulgou projeções de crescimento pelos próximos anos, mas abaixo da inflação no período. Também mostrou algumas das metas de crescimento em FTTH, 3G, 4G e backbone.

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Credores propuseram reemissão de R$ 9 bilhões da dívida e 95% de participação na companhia, diluindo montante dos controladores atuais a apenas 5%.