Agroindústria deve ter ‘coragem digital’ e começar ainda com 4G, defende diretor de soluções da TIM

Paulo Humberto Gouvea falou sobre o uso da quarta e quinta gerações de tecnologia em casos de uso no campo. Operadora compartilha experiências no AGROtic 2023.
Paulo Humberto Gouvea, diretor de Soluções Corporativas da Tim Brasil, fala sobre papel das tecnologias 4G & 5G na digitalização do campo, durante AGROtic
Paulo Humberto Gouvea, diretor de Soluções Corporativas da Tim Brasil, fala sobre papel das tecnologias 4G & 5G na digitalização da agroindústria, durante AGROtic (Foto: Tele.Síntese)

O diretor de Soluções Corporativas da Tim Brasil, Paulo Humberto Gouvea, apresentou nesta quinta-feira, 16, os principais projetos da operadora no campo durante o AGROtic, evento realizado pelo Tele.Síntese em parceria com a ESALQTec. A experiência mostra que os produtores não devem esperar as soluções do 5G para começar a inovar, estamos falando de 4G como porta de entrada. 

“Por que o 4G [ na agroindústria ] nesse momento? Porque ele endereça a maioria dos casos de uso da indústria e ecossistema do agronegócio […]  A transformação digital começou antes do 4G e vai muito além do 5G, é um processo contínuo de transformação da indústria”, afirmou Gouvea.

A tendência é de que as duas tecnologias, 4G e 5G, sejam utilizadas conjuntamente em missões críticas.

O executivo destaca que o aprimoramento dos processos e soluções vem ao longo do tempo, e o maior desafio atualmente é a mudança da mentalidade dos produtores. “Você não sai de analógico para digital de um dia para o outro. Cada dia que passa, os nossos clientes se tornam mais digitais, se tornam mais eficientes e mais produtivos. E ao longo desse tempo, a cultura das pessoas que trabalham no campo vão se adaptando a essa mudança”, disse. 

“A mensagem que a gente deixa aqui é: transforme logo. Comece logo essa transformação digital com o uso do 4G, pois a digitalização é uma jornada, que demanda coragem digital para começar”, disse o diretor de Soluções Corporativas da Tim. 

Casos de uso

A TIM intensificou projetos na agroindústria a partir de 2018. A conectividade se faz principalmente por meio do LTE público, na frequência de 700 MHz, conectando máquinas e pessoas. “É uma frequência mais baixa, quanto mais baixa, maior a propagação, maior a potência do sinal em relação à distância, então, a gente consegue abranger áreas maiores”, explica Gouvea.

A operadora, que cobre 5.570 cidades do país, tem na área rural 12 milhões de hectares cobertos com a rede 4G, incluindo projetos com a agroindústria. Ao considerar o uso de dispositivos de AOP (amplificadores operacionais), a área de atuação é maior, de 24 milhões, o equivalente a ⅓ do território do agronegócio brasileiro. 

Entre os projetos destacados por Paulo Humberto Gouvea durante a apresentação estão indústrias de cana de açúcar, incluindo 137 hectares da Jalles Machado em Goianésia (GO) e mais de 600 mil hectares da Adecoagro no Vale do Ivinhema (MS). 

Há conectividade TIM também no monitoramento da cultura de fibras e grãos em 22 mil hectares da SLC Agrícola em Correntina (BA), e na produção de laranja em São Paulo e Minas Gerais, somando mais de 25 fazendas em 105 mil hectares da Citrosuco.

As soluções nestas indústrias envolvem monitoramento de máquinas, redução de combustível, acompanhamento em tempo real, entre outros. Um dos casos de uso detalhados pela TIM é o acompanhamento de frotas de caminhão.

“A gente faz toda a parte logística do caminhão que sai do campo, até a chegada na indústria que ele não pode enfileirar, então, na hora que chegar tem que descarregar, para a velocidade e eficiência do processo industrial   e aí, de novo, você tem todo um processo fabril e depois a gente faz todo o acompanhamento dessa logística até o porto”, conta Gouvea.

De forma geral, tudo começa a partir do problema a ser resolvido. “Teremos soluções através de processos industriais que eles já tem mapeados. O desenvolvimento de tecnologia 4G e 5G pode ser público ou privado.  Vai ser privado quando ela [solução] se tornar mais crítica e aí fica totalmente blindada do ponto de vista de segurança de operação”, conclui o executivo.

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Carolina Cruz

Repórter com trajetória em redações da Rede Globo e Grupo Cofina. Atualmente na cobertura dos Três Poderes, em Brasília, e da inovação, onde ela estiver.

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