Anatel estuda destinar mais 390 MHz para a banda larga móvel

A área técnica da Anatel já concluiu os estudos, que começarão a ser encaminhados para a avaliação do Conselho Diretor, sobre quais deverão ser as frequências a comportar as novas demandas por comunicação de dados da 5G. Voltará para a pauta a faixa de 3,5 GHz e novas propostas no mínimo ousadas, como TDD móvel. As informações foram divulgadas por Agostinho Linhares, gerente de frequência.

shutterstock_Natali Glado_abstrata_radiodifusao_geral_frequenciaSalvador- A Anatel está ultimando os estudos para a oferta de mais frequência para a telefonia celular, já se preparando para a forte demanda por mais comunicação de dados quer virá com a 5G.

Conforme a proposta da área técnica, a agência está pretendendo alocar mais 390 MHz para o SMP, nas seguintes frequências:

90 MHz no intervalo entre 1.518-1.527 MHz

100 MHz  ( TDD) no intervalo entre 2.300-2.400 MHz

200 MHz no intervalo 3.400-3.600 MHz

Essa proposta ainda precisará ser aprovada pelo conselho diretor da agência, informou Agostinho Linhares, gerente de frequência da Anatel.

450 MHz

Quanto à faixa de 450 MHz, que foi leiloada juntamente com a de 2,5 GHz para as operadoras de celular, Agostinho explicou que elas não foram devolvidas à Anatel, conforme havia rumores no mercado, mas que de fato ainda não foram ocupadas pelas operadoras que participaram do leilão realizado em 2012

Ele explicou, no entanto, que a agência ainda não decidiu o que será feito com esse espectro,  e algumas alternativas estão sendo estudadas. Entre elas, poderá ser usada para que as operadoras cumpram a política do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Ou poderá ser direcionada para novas aplicações, como a LTE-R – para infraestrutura de ferrovias e metrôs, a exemplo do que está sendo feito na China. Há ainda o pleito das concessionárias de energia elétrica. “O mais importante é que a frequência não pode ficar desocupada”, assinalou.

A jornalista viajou a convite da UTCLA

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Miriam Aquino

Jornalista há mais de 30 anos, é diretora da Momento Editorial e responsável pela sucursal de Brasília. Especializou-se nas áreas de telecomunicações e de Tecnologia da Informação, e tem ampla experiência no acompanhamento de políticas públicas e dos assuntos regulatórios.
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