Vivo não apresentará oferta pela Oi Soluções, nem com redução de preço

Christian Gebara diz que posição não mudou mesmo diante da possibilidade de redução de 50% do preço do ativo empresarial da Oi

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A Vivo não pretende participar do processo de venda da Oi Soluções, mesmo que o ativo seja oferecido por um preço 50% inferior ao inicialmente previsto. A posição foi reafirmada por Christian Gebara, presidente da operadora, durante entrevista coletiva sobre os resultados do segundo trimestre de 2026 nesta terça-feira, 28.

“Nós não demonstramos interesse em participar e a postura continua sendo a mesma”, afirmou Gebara. Segundo o executivo, a Vivo não recebeu nenhuma informação que justificasse uma mudança na posição apresentada anteriormente.

A manifestação ocorreu após questionamento sobre a possibilidade de a unidade empresarial da Oi ser levada a novas rodadas de venda, com redução do preço mínimo.

Futuro da Oi Soluções indefinido

Em petição apresentada à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro em 20 de julho, a Oi e a gestão judicial pediram o prosseguimento da alienação da UPI Oi Soluções em segunda e terceira chamadas.

Pela proposta, a segunda chamada poderia receber ofertas equivalentes a, no mínimo, 50% do valor de avaliação. Na terceira, seriam admitidas propostas por qualquer valor, desde que o pagamento fosse realizado em dinheiro e à vista. A publicação de novo edital do leilão ainda não foi autorizada, aguarda aval judicial. Para este cenário de venda a qualquer preço, Gebara disse que não saberia dizer se a Vivo se interessaria.

A solicitação foi apresentada em meio à necessidade de obtenção de recursos para a continuidade das operações da Oi. No documento, a gestão judicial informou que as projeções mais recentes apontavam esgotamento do caixa disponível até 10 de agosto de 2026 e liquidez negativa nos meses de agosto e setembro.

A possibilidade de aceitar uma proposta por qualquer valor em uma terceira chamada não alterou, até o momento, a avaliação da Vivo. Gebara também não condicionou uma eventual revisão da posição a determinado preço.

Mercado corporativo

A Vivo informou que possui cerca de 1,9 milhão de CNPJs em sua base, concentrados principalmente entre pequenas e médias empresas. Segundo Gebara, a empresa já disputa contratos com grandes companhias de tecnologia, mas ainda busca elevar a contratação de serviços digitais pelas empresas menores.

O portfólio digital B2B gerou R$ 5,5 bilhões nos 12 meses encerrados em junho, alta anual de 14,9%. Essas atividades responderam por 8,8% da receita total da operadora.

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Rafael Bucco

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