Serviços digitais da Vivo crescem puxados por B2B, OTTs e saúde

Verticais digitais somam R$ 1,3 bilhão no B2C; cloud e cibersegurança geram R$ 4,76 bilhões no B2B, com alta de 31%

App Vivo - serviços digitais

A Telefônica Vivo reportou crescimento expressivo nas receitas com serviços digitais ao longo dos últimos 12 meses, tanto nas frentes voltadas ao consumidor final (B2C) quanto no mercado corporativo (B2B). Os dados foram divulgados no balanço do segundo trimestre de 2025 e comentados nesta terça pelo presidente da companhia, Christian Gebara.

No segmento B2C, as verticais de entretenimento, saúde e serviços financeiros somaram, juntas, aproximadamente R$ 1,34 bilhão no acumulado de 12 meses. Já os serviços digitais B2B geraram R$ 4,757 bilhões, representando 8,2% da receita total da companhia e crescimento de 31,3% em relação ao período anterior.

Saúde e entretenimento impulsionam

A unidade de entretenimento digital, baseada na revenda de OTTs como Netflix, HBO, Globoplay e Spotify, movimentou R$ 793 milhões, com avanço de 24,9%, nos últimos 12 meses. A base de assinantes cresceu 34,5%, chegando a 3,7 milhões de clientes.

Na vertical de saúde e bem-estar, a plataforma Vale Saúde Sempre gerou R$ 79 milhões em 12 meses, com alta de 113,4% ano a ano, 67 mil procedimentos realizados e 2 milhões de itens adquiridos com desconto em farmácias. Desde o lançamento, o serviço acumula 440 mil assinaturas.

Em serviços financeiros, por meio da plataforma Vivo Pay, foram gerados R$ 469 milhões, com crescimento anual de 4,2%. A operadora já concedeu R$ 1 bilhão em crédito pessoal desde 2020, e mais de 35% dos smartphones vendidos saem com seguro contratado. Atualmente, 544 mil dispositivos estão segurados.

A área de serviços digitais para empresas da Vivo engloba soluções de nuvem, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e locação de equipamentos. Esse portfólio gerou R$ 4,757 bilhões em 12 meses, com avanço de 31,3%, passando a representar 8,2% da receita da Vivo Empresas — um aumento de 1,5 ponto percentual.

Conforme os resultados da operadora, o lucro líquido no trimestre foi de R$ 1,34 bilhões, alta de 10% na comparação anual. Apenas nos seis meses de 2025, o lucro de janeiro a junho já soma R$ 2,4 bilhões, alta de 13,5% sobre a primeira metade de 2024.

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Rafael Bucco

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