Viasat entra na disputa pelo mercado de conexão direta satélite-celular

Viasat faz acordo com Skylo para uso de tecnologia que permite conexão direta satélite-celular mesmo quando se trata de artefatos geoestacionários

 

Divulgação

A Viasat anunciou hoje, 17, que vai entrar na disputa pelo mercado “direct-to-device”, conhecida pela sigla D2D, tecnologia que permite a comunicação direta satélite-celular. O novo serviço será oferecido em parceria com a Skylo Technologies, desenvolvedora de tecnologia proprietária de redes não-terrestres para satélites geoestacionários.

As empresas afirmam que será a primeira oferta de alcance global em D2D. No entanto, não dizem a partir de quando. O serviço será lançado na América do  Norte no começo de 2024, e depois, em prazo não especificado, expandido para o resto do mundo. A Ligado Skyterra, operadora dona do satélite Skyterra-1, fará a ativação da rede no começo do ano que vem. Parceiros e clientes poderão acessar os serviços por intermédio de Viasat ou Skylo, diz o comunicado.

“Esta rede está disponível para testes hoje”, afirma Anton Monk, vice-presidente de conectividade móvel da Viasat.

Para usufruir da rede o celular precisa ser compatível com o release 17 do 5G pelo padrão 3GPP. Ainda não existem no mercado aparelhos compatíveis, porém. A Qualcomm lançou o modelo X75 no começo do ano, e até o momento não há celulares com eles. A perspectiva é que sejam lançados a partir do próximo semestre, e equipem os produtos mais caros das fabricantes.

“Ao utilizar o padrão 3GPP, há interoperabilidade garantida, especialmente à medida que novos lançamentos seguem o Release 17”, diz Monk.

A conexão D2D geralmente acontece entre smartphones e satélites de baixa órbita, e já tem competidores declarados como Startlink, Lynk e AST. A Viasat diz que com a tecnologia da Skylo, conseguiu estabelecer conexões entre celulares e satélites geoestacionários em banda L (entre 1 GHz e 2 GHz).

“Construir a rede na tecnologia de satélite geoestacionário de banda L significa que não requer licenciamento especial do espectro terrestre”, acrescenta o executivo. Além de conectar celulares, a rede poderá atender também objetivos conectados (Massive IoT), veículos, e se usado em aplicações de defesa, dizem as empresas.

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Rafael Bucco

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