Transição: ‘Tem que tirar os Correios do plano de privatização’, diz ex-ministro

Integrante do GT de Comunicações da equipe de transição, Paulo Bernardo afirmou que grupo também defende revogar fusão da TV Brasil e TV NBR.

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O ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou, nesta sexta-feira, 18, que o governo de transição deve rever a previsão de privatizar os Correios. Ele falou com a imprensa sobre o tema após reunião com o grupo técnico temático, do qual faz parte.

“Toda a inclinação do grupo é dizer que nós achamos que tem que tirar o Correio do plano de privatização. A gente sabe que as empresas têm a possibilidade e o governo inclui ou não. Nós vamos propor que seja retirado”, afirmou Paulo Bernardo.

O ex-ministro também afirmou que o GT deve recomendar a revogação da fusão entre a TV Brasil e a TV NBR, tema que já foi alvo ação judicial pelo Ministério Público Federal.

A fusão foi criticada por diversas entidades, já que a TV Brasil tem como objetivo publicar conteúdo não estatal, enquanto a TV NBR tinha o viés de comunicação pública.

Taxação de big techs

Na segunda-feira, 14, o GT de Comunicação do governo de transição realizou a sua primeira reunião, em Brasília. Na ocasião, Paulo Bernardo adiantou que o GT também deve discutir a taxação de big techs e a possibilidade de reduzir impostos para deixar os serviços de internet mais acessíveis.

“A impressão que a gente tem é que algumas políticas públicas que o governo precisa fazer é reduzir os custos de telecomunicações”, afirmou Paulo Bernardo, na ocasião.

Os grupos técnicos da transição têm como principal objetivo realizar um diagnóstico das políticas públicas atuais e incorporar as avaliações em relatórios. Um dos documentos devem ser concluídos até 30 de novembro. Outro, até meados de dezembro, vai indicar ações para os primeiros 100 dias do novo governo.

Apesar de participar da construção das ações do Executivo, o grupo técnico não define o plano de governo. Os relatórios e sugestões serão encaminhados ao ministro a ser nomeado e posteriormente passa pelo aval da Presidência da República.

Com informações da Agência Brasil 

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Da Redação

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