TIM também descarta Oi Soluções, mesmo a qualquer preço

Operadora avaliou a empresa, mas aponta contratos próximos do vencimento, ausência de receita garantida e estrutura elevada de custos e funcionários

A TIM descartou a aquisição da Oi Soluções mesmo diante da possibilidade de redução do preço ou de venda por qualquer valor. A operadora chegou a analisar as informações da unidade empresarial, mas concluiu que os contratos próximos do vencimento e a estrutura de custos não justificam a operação.

A posição foi apresentada pela CFO da TIM, Andrea Viegas, durante coletiva sobre os resultados do segundo trimestre de 2026. “A gente realmente avaliou, entrou no data room e entendemos que a Oi Soluções, neste momento, não fecha”, afirmou. A transação foi avaliada na primeira tentativa de venda, mas a TIM decidiu não apresentar proposta.

Contratos próximos do vencimento

A avaliação da TIM considera que parte relevante do negócio da Oi Soluções está associada a contratos de prestação de serviços, e não a ativos físicos capazes de assegurar receitas por um período prolongado.

“Na verdade, não são ativos, são contratos que hoje já têm prazo de vencimento bem curto”, explicou Viegas. Segundo ela, essa característica reduz a previsibilidade da receita que poderia ser incorporada com a aquisição.

A TIM também apontou o tamanho da estrutura operacional da Oi Soluções como um dos obstáculos. “Existe uma estrutura, um headcount muito grande, ou seja, tem um custo associado que a gente entendeu que não vale o potencial de receita que teria a empresa”, disse.

A combinação entre contratos de curta duração e custos permanentes levou a companhia a não apresentar oferta.

Preço menor não muda avaliação

A operadora foi questionada especificamente se mudaria de posição caso o valor de referência, inicialmente colocado em R$ 1,4 bilhão, fosse reduzido para R$ 700 milhões ou se o ativo fosse oferecido por qualquer preço.

A resposta foi negativa. A TIM observou que os interessados já poderiam ter apresentado uma proposta inferior na tentativa anterior, mesmo diante do valor indicado para a venda.

“Você já poderia ter entrado a qualquer valor”, afirmou a executiva. “São contratos que têm um prazo de vencimento muito curto, ou seja, você não vai ter uma garantia de receita. Junto com esses contratos vem um custo muito grande, são muitos funcionários. A gente entende que não vale a pena mesmo a qualquer preço”, concluiu.

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Rafael Bucco

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