Telefonia fixa e TV por assinatura perdem assinantes em outubro

Operadoras desligaram mais de 170 mil linhas de telefone fixo em outubro, conforme dados da Anatel; TV paga teve resultado ainda pior, com 199 mil contratos rompidos
Em declínio, telefonia fixa e TV paga perdem assinantes em outubro
Telefonia fixa e TV paga não conseguem reverter o cenário de declínio em outubro (crédito: Freepik)

A telefonia fixa perdeu 170,3 mil linhas em outubro, de acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Apesar da baixa, os números mostram um total de desligamentos menos intenso do que o registrado em setembro, quando 205,8 mil linhas foram desativadas.

De todo modo, o total de linhas fixas ativas no País diminuiu 0,7%, passando de 25,8 milhões, em setembro, para 25,6 milhões, em outubro.

No acumulado de 12 meses, o encolhimento do serviço é de 6,8%. Na prática, são 1,87 milhão de linhas fixas a menos.

Os dados indicam que, no recorte por tipo de outorga, as autorizadas lideram o mercado de telefonia fixa com 54,9% dos acessos – em outubro, houve queda de 0,2% no total dessas linhas. Com isso, as concessionárias ficam com 45,1% do mercado.

No que diz respeito à tecnologia de meio de acesso, a fibra óptica segue na liderança, com 12,3 milhões de linhas fixas. Ainda assim, a base instalada com fibra diminuiu em 22 mil acessos, ou 0,2% na comparação de outubro em relação a setembro.

Entre as empresas, a Claro fechou o décimo mês do ano com 7,4 milhões de clientes de telefonia fixa, baixa mensal de 0,6%. Em segundo lugar, a base da Oi diminuiu 1,3%, totalizando 6,8 milhões. Com a Vivo não foi diferente. O resultado negativo foi de 0,9%, com o número de usuários de telefonia fixa caindo para 6,5 milhões.

Até a Algar, que no mês passado tinha ganhado clientes, não escapou do declínio do serviço. A queda foi de 0,4%, ficando com 1,23 milhão de acessos fixos.

TV por assinatura

Em outubro, cerca de 199 mil contratos de TV por assinatura foram rompidos. Desse modo, a baixa de 1,6% levou o total de assinantes para 12,1 milhões, incluindo 1,3 milhão de acessos livres via satélite.

Em 12 meses, o serviço tem queda de 15,5% – em outubro de 2022, contava com 14,3 milhões de assinantes.

A Claro, líder no segmento, teve queda mensal de 0,9% no número de clientes. A base diminuiu em 52 mil, ficando em 5,49 milhões. A perda da Sky foi mais expressiva: 72 mil contratos a menos e uma queda de 2,1% na base, que totaliza 3,4 milhões de assinantes.

Percentualmente, a base da Oi encolheu 4,6% e, em números absolutos, diminui em 88,4 mil clientes. No total, o serviço de TV paga da empresa ainda conta com 1,8 milhão de acessos.

No mesmo período, a Vivo perdeu cerca de 5 mil clientes. A base de TV por assinatura da operadora é menor do que a das concorrentes: 853,5 mil clientes.

Vale lembrar que os números divulgados pela Anatel dizem respeito ao serviço de TV paga regulado pelo SeAC (Serviço de Acesso Condicionado), como TV a cabo e via satélite. Ou seja, planos de TV por streaming, também comercializados pelas operadoras, não estão incluídos nos dados.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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