Telefonia fixa e TV paga perdem assinantes em agosto

Serviços não têm conseguido interromper ciclo constante de desligamentos; em agosto, cerca de 325 mil linhas de telefone fixo foram desativadas; TV por assinatura perde 2,18 milhões de clientes em 12 meses
Telefonia fixa e TV paga seguem perdendo assinantes no País
Perda de assinantes da telefonia fixa e da TV paga se manteve em agosto (crédito: Freepik)

A telefonia fixa perdeu 325 mil linhas em agosto deste ano, de acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A baixa mensal (-1,2%) mostra que os acessos passaram de 26,37 milhões, em julho, para 26,04 milhões, em agosto.

Em 12 meses, a queda chega a 5,6%, com 1,63 milhão de linhas a menos em todo o País.

Os dados mostram que as autorizadas seguem ampliando a margem de liderança desse mercado, sendo responsáveis por 54,3% das linhas ativas, contra 45,7% das concessionárias. Em termos de tecnologia, a fibra óptica é a mais utilizada, com 12,37 milhões de linhas, o que corresponde a 47,5% dos acessos fixos.

Líder de mercado, a Claro conta com 7,56 milhões de linhas de telefone fixo. O total mostra uma queda de 0,6% na passagem de julho para agosto. Em um ano, a baixa é de 9%.

Os recuos também são observados na Oi (queda mensal de 1,8%, ficando com 7 milhões de linhas ativas) e na Vivo (-1,6%, com 6,65 milhões de acessos).

TV paga

Os contratos de planos de TV por assinatura recuaram 1,6% em agosto.

Conforme dados da Anatel, as operadoras perderam cerca de 203 mil assinantes no oitavo mês do ano. Em julho, eram 12,71 milhões de acessos, número que foi reduzido para 12,5 milhões em agosto (o total inclui 1,4 milhão de acessos livres via satélite). Em 12 meses, a perda de assinantes soma 2,18 milhões. A baixa, entre agosto de 2023 e o mesmo mês de 2022, é de 14,9%.

Entre as empresas, a Claro, que detém 44,7% do mercado, perdeu 59 mil assinantes, com a base ficando em 5,59 milhões em agosto. A Sky teve resultado semelhante. Os desligamentos totalizaram 60 mil encerramentos de contratos. Desse modo, a base da empresa caiu para 3,59 milhões de clientes.

Com a Oi, terceiro nesse mercado, não foi diferente. Cerca de 74 mil acessos foram encerrados. A operadora, assim, mantém pouco mais de 2 milhões de clientes com planos de TV por assinatura. Com uma base bem menor do que a das concorrentes, a Vivo perdeu aproximadamente 4 mil assinaturas, ficando com quase 862 mil acessos.

As demais ofertantes do serviço contam com menos de 50 mil clientes.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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