Telecall reforça presença no MWC com a delegação da TelComp
Empresa acompanha comitiva organizada pela associação para aprofundar relações com o ecossistema de MVNOs, acompanhar pautas regulatórias e buscar novas parcerias em IoT e travel eSIM
A participação no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, tem servido à Telecall como espaço de articulação institucional e comercial. Ao acompanhar a delegação organizada pela TelComp, a empresa aproveita o evento para estreitar o relacionamento com outras operadoras móveis virtuais, discutir temas regulatórios e avançar em negociações internacionais ligadas a IoT e travel eSIM.
Segundo Bruno Ajuz, CMO da Telecall, a presença na comitiva faz sentido porque o mercado de MVNO combina competição com interesses comuns. “A Telecall como uma MVNA, é importante a gente estar junto da TelComp para falar sobre uma série de coisas regulatórias e entender com os outros MVNOs”, afirmou. Para ele, as empresas são concorrentes, mas também compartilham desafios semelhantes de crescimento. “As dores são muito parecidas”, disse.
Ajuz avalia que a delegação permite um tipo de interação difícil de reproduzir no Brasil. Além das agendas formais, o ambiente do MWC favorece conversas mais longas e informais, que ajudam a revelar demandas concretas do setor. “Existe o momento de pauta para falar sobre dores específicas e regulamentações específicas e existe o momento de relacionamento, que eu acho que é onde você descobre a real dor de cada um”, afirmou.
A ida ao congresso ocorre em um momento de expansão da Telecall. De acordo com o executivo, a empresa encerrou 2025 com crescimento de 38% sobre 2024 e chegou a 1,1 milhão de celulares, ante cerca de 650 mil usuários no ano anterior. Para sustentar esse avanço, a operadora investiu aproximadamente R$ 8 milhões na ampliação de seu core de rede, capacidade que, segundo Ajuz, permite atender até 3 milhões de usuários. A expectativa para 2026 é manter crescimento entre 30% e 40%.
A operação segue nacional e focada no modelo virtual. No curto prazo, a empresa não planeja disputar espectro. “No curto prazo não pensamos nisso”, disse Ajuz. Segundo ele, a prioridade está em atender melhor os clientes, principalmente ISPs e empresas de IoT. Nessa vertical, a Telecall atua em casos como tracking e POS, além de negociar novas entradas no mercado brasileiro.
O MWC também vem sendo usado como plataforma de negócios. Ajuz afirmou que a Telecall espera fechar mais duas assinaturas durante o evento, somando quatro operações de IoT em desenvolvimento. Uma das empresas já homologadas pela Anatel é a Kore. O executivo destacou ainda o avanço do mercado de travel eSIM e disse que a Telecall já participa dessa cadeia por meio de um cliente MVNO com contrato com a Airalo.



