Virtueyes integra delegação da TelComp no MWC de olho na regulação do IoT
Empresa participa da comitiva organizada pela associação em Barcelona e destaca pautas regulatórias ligadas a MVNO, roaming, satélite e eSIM para internet das coisas
Para empresas de telecomunicações e internet das coisas, participar do Mobile World Congress (MWC) em uma delegação estruturada pode significar mais do que visitar estandes e acompanhar lançamentos. No caso da Virtueyes, a presença no evento com a comitiva organizada pela TelComp reúne dois objetivos centrais: acompanhar a evolução tecnológica do setor e reforçar a interlocução em torno de temas regulatórios que afetam diretamente o mercado de IoT no Brasil.
A empresa participa do congresso ao lado da associação pelo quarto ano seguido, afirmou Taize Wessner, presidente da Virtueyes, em entrevista durante o evento, realizado ao longo desta semana em Barcelona (Espanha). Segundo ela, essa participação começou após a entrada da companhia no mercado de MVNO.
Para a executiva, um dos diferenciais de integrar a comitiva da TelComp está na combinação entre agenda técnica e articulação institucional. “Além de ter o benefício de ter toda a grade de reuniões, apresentações, imersões de novas tecnologias com as maiores empresas do mercado de telecomunicações, que é organizada pela Telcomp, você tem o benefício de poder estar mais próximo de uma agenda parlamentar”, disse.
Imersão tecnológica com visão regulatória
A avaliação da Virtueyes é que, em telecom, inovação e regulação caminham juntas. Por isso, a ida ao MWC com uma delegação organizada amplia não apenas o acesso a conteúdo e networking, mas também a capacidade de traduzir para formuladores de políticas públicas e parlamentares as transformações que já estão em curso em outros mercados.
“Isso passa a ser extremamente estratégico para as companhias terem esse networking, estar mais perto. Dentro do mercado de telecom, tem agentes diferentes, com interesses diferentes, com percepções sobre o mercado diferentes”, afirmou Taize. “Essa conexão, esse alinhamento, ele é extremamente necessário”, completou.
No caso do IoT, o impacto da regulação sobre a operação é direto. A presidente da Virtueyes citou como temas relevantes a agenda do PGMC, que trouxe mudanças às regras contratuais para MVNOs, o avanço da conectividade via satélite e os debates relacionados a novas frequências.
Cobertura e roaming no centro da discussão
A Virtueyes atua com soluções de internet das coisas em diferentes frentes, incluindo rastreamento, veículos conectados e logística. Nesses segmentos, a cobertura de rede é fator decisivo para a entrega do serviço. Segundo Taize, esse é um dos pontos que mais exigem atenção do ambiente regulatório.
Ela afirma que, no mercado de IoT, a limitação de cobertura ainda é um obstáculo importante. “Você tem uma dificuldade muito grande hoje de malha de cobertura”, disse. Por isso, o roaming aparece como tema central para empresas que dependem de conectividade contínua em campo. “Quando eu somo uma área de cobertura, de infraestrutura, de todas as operadoras, eu tenho uma cobertura maior do que se eu olhar isso de forma individualmente por cada uma das companhias. Então, o roaming, para nós, é algo extremamente necessário”, afirmou.
Outro tema acompanhado de perto é o eSIM para IoT, que, segundo a executiva, tem características diferentes das aplicações voltadas ao consumidor final. Ela citou ainda a SGP32, lançada no início deste ano pela GSMA, como referência importante para o desenvolvimento dessas soluções com segurança e interoperabilidade global. Nesse contexto, a ida ao MWC com a TelComp ajuda a aproximar o debate brasileiro dos padrões internacionais.




