Multilaser inicia fabricação de servidores da ZTE em Extrema (MG)
Fabricação em Extrema amplia a nacionalização de tecnologia via Multi Pro e reforça presença industrial da ZTE no Brasil

O Grupo Multilaser iniciou a fabricação de servidores da fornecedora ZTE em sua planta industrial de Extrema (MG). O projeto marca um movimento de nacionalização de parte da produção da gigante chinesa no Brasil, com impacto na logística, redução de prazos de entrega, ganhos tributários e geração de empregos, segundo as empresas.
Os dois primeiros modelos de servidores já estão em linha de produção e serão destinados a clientes estratégicos. A iniciativa visa atender demandas específicas do mercado brasileiro com mais agilidade, e faz parte de uma cooperação iniciada no fim de 2024.
“A produção local permite reduzir significativamente o tempo de entrega e oferecer soluções personalizadas com qualidade internacional”, afirma René Paschier de Castro Filho, diretor de Produtos do Grupo Multilaser.
A operação exigiu a adaptação dos processos da planta de Extrema para atender aos padrões globais da ZTE, segundo João Paulo do Nascimento, coordenador de Engenharia da unidade. Ele destaca que a fábrica passa a incorporar também processos de customização e escala voltados ao mercado nacional.
A ZTE, por sua vez, afirma que a produção local fortalece sua atuação no país. “É uma evolução do nosso modelo de negócios no Brasil. Ganhamos competitividade, velocidade e nos aproximamos ainda mais dos clientes”, diz Diego Valeriano, vice-presidente de Vendas da ZTE Brasil.
A fabricação está sendo realizada por meio da Multi Pro, unidade de negócios da Multilaser voltada a soluções de infraestrutura para telecomunicações e redes. A Multi Pro já atua com a distribuição de produtos da ZTE, como OLTs, ONUs, baterias, roteadores wireless, retificadoras, soluções DWDM e IP.
Com fábricas em Minas Gerais e na Zona Franca de Manaus, a Multilaser busca ampliar sua atuação no mercado corporativo e de telecomunicações. Já a ZTE, presente no Brasil desde 2002, tem reforçado sua presença em projetos de redes móveis, infraestrutura óptica e fornecimento de equipamentos para operadoras e ISPs.
A expectativa é que a nacionalização da produção contribua para fortalecer a cadeia produtiva local e ampliar a base de fornecedores de equipamentos de missão crítica para data centers, operadoras e governo. (Com assessoria de imprensa)




