Lucro da TIM salta 53% em um ano e vai a R$ 724 milhões no 3º trimestre

Operadora teve alta das receitas mesmo com desligamento de milhões de clientes no móvel, em razão da limpeza da base adquirida da Oi. Companhia diz que 100% da população vive em áreas já cobertas com seu sinal 4G. No 5G, chegou a 180 cidades.

Loja da TIM (Divulgação)

A TIM divulgou na noite desta segunda-feira, 6, o resultado do 3º trimestre de 2023, no qual apurou alta de 53% no lucro líquido “normalizado”, que desconsidera fatos não recorrentes, e chegou a R$ 724 milhões. O lucro líquido tradicional foi de R$ 716 milhões, superior em 59% ao valor obtido no mesmo período de 2022.

O EBITDA Normalizado, utilizado pelo mercado para avaliar a sustentabilidade operacional das empresas, teve alta de 50,9% e chegou em R$ 1,4 bilhão. Os investimentos mudaram menos, 2,1%, para R$ 998 milhões.

A alta veio apesar da redução da base móvel de clientes. Esta encolheu em 11%, para 61,25 milhões de assinantes. Foi resultado direto dos desligamentos de clientes adquiridos da Oi Móvel, muitos dos quais considerados inativos.

A TIM perdeu mais clientes no pré-pago (12,9%) do que no pós (8,4%). Com isso, terminou setembro tendo 34 milhões de usuários pré e 27,17 milhões no pós. No segmento de banda larga fixa por fibra, passou de 708 mil assinantes para 791 mil, alta de 11,6% na comparação ano a ano.

As receitas líquidas cresceram 7,5% apesar do desligamento de clientes. Chegaram a R$ 6,05 bilhões. Disso, R$ 5,55 bilhões vieram do móvel, e R$ 325 milhões da banda larga fixa. A receita média por usuário (ARPU) aumentou 21% a.a..

No relatório, a companhia destaca o aumento da geração líquida de caixa total, que excluindo o pagamento de dividendos, avançou 76% a.a., e 20% considerando a distribuição de dividendos (a maior parte vai para o controlador italiano, o Grupo TIM).

A companhia terminou setembro com endividamento total de R$ 18,18 bilhões, dos quais R$ 4,2 bilhões com vencimento no curto prazo (2025). Desconsiderando os contratos de alugueis, a dívida de curto prazo é de R$ 2,3 bilhões, e a de longo prazo, de R$ 5,82 bilhões.

Dados operacionais

A TIM terminou o trimestre com cobertura 4G em 5,5 mil cidades. Diz que 100% da população brasileira vive sob sua área de cobertura. Já o 5G foi ativado em 180 cidades. Em termos de casas aptas a assinar sua banda larga fixa em fibra (FTTH), tem 9,3 milhões, em 82 cidades. Seu backbone óptico chegou a 1,48 mil cidades. Veja o detalhes abaixo:

CVM questiona volume atípico

Além da divulgação do balanço, a TIM informou ao mercado que a CVM questionou a empresa sobre o volume atípico de negociação dos papeis da empresa na B3 no dia 1º de novembro. Naquele dia, a quantidade de ações negociadas foi 2,4x superior à vista nos dias anteriores. O volume financeiro movimentado saltou na mesma proporção.

A empresa rebateu afirmando que desconhece qualquer informação que justifique a movimentação, e que já não tivesse sido divulgado através de fato relevante publicado nos dias anteriores. E indica também que todas as empresas do setor tiveram um dia 1º positivo. Enquanto a TIM subiu 4,4%, a Desktop subiu 6% e a Vivo, 5,1%.

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Rafael Bucco

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