LinkedIn anuncia a demissão de mais de 700 funcionários e fim de app na China

Rede social corporativa, por outro lado, vai abrir 250 vagas para áreas específicas; serviço InCareer será encerrado em razão da competição acirrada no gigante asiático
LinkedIn anuncia corte de funcionários em todo o mundo
Com o corte de funcionários, LinkedIn se junta a outras redes sociais que já demitiram em massa nos últimos meses (crédito: Freepik)

O LinkedIn anunciou, na noite de segunda-feira, 8, que vai demitir mais de 700 funcionários e encerrar parte de suas operações na China. As demissões foram confirmadas por Ryan Roslansky, CEO da rede social focada em negócios e empregos, por meio de um post em um blog.

No total, a empresa mandará embora 716 empregados em todo o mundo. Roslansky justificou a decisão dizendo que a companhia busca reorganizar o modo como o trabalho é feito, se tornar mais ágil e alinhar as equipes. “Também estamos vendo mudanças no comportamento do cliente e crescimento mais lento da receita”, afirmou.

As mudanças, no entanto, também preveem a contratação de 250 novos funcionários para segmentos específicos da operação, incluindo novos negócios e equipes de gerenciamento de contas. As vagas serão abertas na próxima segunda-feira, 15.

No que diz respeito às operações na China, a empresa informou que vai encerrar o serviço InCareer, um aplicativo para busca de empregos no país. A ferramenta deve ser desligada completamente no dia 9 de agosto.

“Embora o InCareer tenha obtido algum sucesso no ano passado graças à nossa forte equipe baseada na China, também encontrou uma competição acirrada e um ambiente macroeconômico desafiador”, disse o executivo. “Vamos focar a nossa estratégia na China em ajudar companhias que operam na China a contratar, comercializar e treinar no exterior”, complementou.

Segundo o CEO, as divisões de Talento, Marketing e Aprendizagem continuarão em operação no território chinês.

No comunicado, Roslansky também destacou que a Inteligência Artificial (IA) está acelerando mudanças no mercado de trabalho global. Desse modo, ressaltou que o “LinkedIn é mais essencial do que nunca” e que espera que o cenário macroeconômico se mantenha desafiador ao longo do ano fiscal de 2024.

Com cerca de 20 mil funcionários em todo o mundo, o LinkedIn, que completou 20 anos na semana passada, se junta a outras redes sociais e big techs que demitiram milhares de trabalhadores nos últimos meses.

A Meta, dona de Facebook e Instagram, por exemplo, já realizou duas rodadas de demissões, além de ter sinalizado que novos cortes podem ser feitos. A própria Microsoft, proprietária do LinkedIn, anunciou em janeiro que dispensaria cerca de 10 mil empregados nos meses seguintes.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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