Dona do Facebook, Meta anuncia novo corte em massa e vai demitir 10 mil funcionários

Companhia também congelou 5 mil vagas que estavam abertas; dispensas ocorrem apenas quatro meses após a última grande demissão
Meta vai demitir em massa novamente
Meta vai demitir em massa poucos meses após última grande demissão (crédito: Freepik)

A Meta anunciou, nesta terça-feira, 14, que vai demitir aproximadamente 10 mil funcionários nos próximos meses em todo o mundo, além de congelar 5 mil vagas abertas que ainda não tinham sido ocupadas.

O mais recente corte em massa foi anunciado por Mark Zuckerberg, CEO da controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, e ocorre apenas quatro meses após a última grande demissão da empresa, quando 11 mil empregados foram dispensados, em novembro do ano passado.

“Nos próximos meses, os líderes organizacionais anunciarão planos de reestruturação focados em achatar nossas organizações, cancelar projetos de menor prioridade e reduzir nossas taxas de contratação”, afirmou Zuckerberg, em nota publicada no site da empresa.

Segundo o CEO, os integrantes da equipe de recrutamento incluídos no corte serão informados nesta quarta-feira (15). Os funcionários do setor de tecnologia devem ser demitidos no fim de abril. Posteriormente, no fim de maio, serão demitidos colaboradores da área de negócios.

Além disso, as demissões devem se prolongar ao longo do ano, mas para um pequeno número de trabalhadores. Fora dos Estados Unidos, o cronograma deve ser diferente. Diretores locais devem dar mais detalhes às suas equipes.

“Vai ser difícil e não há como contornar isso”, disse Zuckerberg. “Minha esperança é fazer essas mudanças organizacionais o mais rápido possível neste ano, para que possamos superar esse período de incerteza e nos concentrar no trabalho crítico que temos pela frente”, sinalizou.

Na mesma nota, intitulada “Ano de Eficiência”, o CEO apontou que a companhia trabalha para alcançar dois grandes objetivos: tornar a Meta uma empresa de tecnologia melhor e aperfeiçoar o desempenho financeiro em um ambiente difícil para que seja possível executar a visão de longo prazo da empresa.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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