Ericsson tem crescimento orgânico de 2% no 1º semestre
Receita líquida somou 102 bilhões de coroas suecas no semestre; segmento de software e serviços cresceu 5% em termos orgânicos.

A Ericsson registrou receita líquida de 102 bilhões de coroas suecas (cerca de R$ 54 bilhões em conversão direta) no primeiro semestre deste ano, queda de 8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Desconsiderados os efeitos cambiais e os impactos relacionados a aquisições e desinvestimentos, a companhia informou crescimento orgânico de 2% no período.
No segundo trimestre, a receita líquida atingiu 52,7 bilhões de coroas suecas (R$ 28 bilhões), 6% abaixo do registrado um ano antes. A margem EBIT ajustada foi de 12,4%, enquanto o lucro líquido somou 4,1 bilhões de coroas suecas (R$ 2,1 bilhões).
Segundo o relatório financeiro divulgado nesta terça-feira, dia 14, três das quatro regiões em que a companhia opera apresentaram crescimento orgânico de vendas no semestre.
“Apresentamos um sólido desempenho no segundo trimestre, apesar do ambiente macroeconômico desafiador e em rápida evolução”, afirmou Börje Ekholm, presidente e CEO da Ericsson.
Networks e software
O segmento Networks, principal unidade de negócios da companhia, registrou receita de 63,7 bilhões de coroas suecas (R$ 33,7 bilhões) no primeiro semestre, com crescimento orgânico de 1% na comparação anual.
Já o segmento Cloud Software and Services alcançou receita de 26,6 bilhões de coroas suecas (R$ 14 bilhões) no período, com crescimento orgânico de 5%. Apenas no segundo trimestre, a unidade registrou receita de 14,7 bilhões de coroas suecas (R$ 7,7 bilhões), alta de 25% em relação ao primeiro trimestre deste ano.
A unidade Enterprise somou 11,7 bilhões de coroas suecas (R$ 6,2 bilhões) em receitas no semestre, apresentando crescimento orgânico de 4%.
O negócio de propriedade intelectual (licenciamento de patentes) registrou receita de 6,5 bilhões de coroas suecas (R$ 3,4 bilhões) nos seis primeiros meses do ano, ante 8 bilhões de coroas suecas (R$ 4,2 bilhões) no mesmo período de 2025.
Reestruturação
As despesas relacionadas às medidas de reestruturação totalizaram 600 milhões de coroas suecas (R$ 318 milhões) no segundo trimestre. Segundo a companhia, os custos estão associados principalmente à redução do quadro de funcionários. Em 30 de junho de 2026, a Ericsson possuía 86.536 empregados em todo o mundo, ante 91.937 registrados no mesmo período do ano anterior.
Em junho, a companhia anunciou que Börje Ekholm deixará o cargo de CEO em 30 de setembro deste ano. Após a transição, o executivo permanecerá como assessor executivo do novo presidente-executivo até junho de 2027.
Ekholm afirmou que a companhia mantém foco na execução da estratégia e na expansão dos negócios de redes programáveis, software e soluções corporativas. “Estamos fortalecendo nossa posição competitiva e seguimos focados na geração de valor de longo prazo”, disse o executivo.



