Ecossistema do banking of things só fica maduro em cinco anos, avalia BB

O ecossistema que irá unificar a IoT (Internet das Coisas), com a conectividade do 5G  ainda precisa amadurecer para que novos produtos sejam lançados pelas instituições financeiras.
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O banking of things deverá estar maduro somente dentro de cinco anos, disse hoje, 27, Lorena Prado, gerente executiva da diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil (BB), em painel da FebrabanTech. Isso porque, a executiva avalia que o ecossistema que irá unificar a IoT (Internet das Coisas), com a conectividade do 5G  ainda precisa amadurecer para que novos produtos sejam lançados pelas instituições financeiras

Para a Mariana Abreu, da Conexis Brasil Digital,  as operadoras de telecomunicações estão fazendo a sua parte, construindo as redes 5G em velocidade bem mais rápida do que o exigido no leilão, e mesmo em relação às tecnologias anteriores. Mas alerta que, como o 5G é habilitador de serviços para as empresas, elas também precisam investir na digitalização para que possam se apropriar de todos os ganhos que a tecnologia oferece.

” Após dois anos, desde que as frequências foram vendidas, enquanto no 4G estava presente em 159 cidades,  o 5G  já está presente em 538 municípios”, assinalou ela. Mariana observou que, para o usuário final, não há muita diferença se o seu vídeo de streaming seja baixado em um 1,3 segundo, tempo do 4G, ou em 1 segundo, velocidade do 5G. Mas, para o setor produtivo essa menor latência é que será fundamental, observa.

“Uma das grandes diferenças do 5G é que a tecnologia consegue conectar 100 vezes mais dispositivos de uma única vez, mas esses dispositivos precisam existir”, afirmou a executiva, assinalando o quanto ainda falta para se consolidar o banking of things.

Seguro

Para Glória Kojima, superintendente-executiva do Bradesco Seguros, por exemplo, para que uma instituição possa criar uma proposta de seguro diferenciada de carro, tendo como referência os quilômetros rodados ou a forma de direção, será necessário que os carros e as estradas tenham sensores de medição, e que esses dados capturados possam ser analisados corretamente. “Todo o ecossistema precisa amadurecer”, salientou.

Já Marcelo Oliveira Lima, CDTO da Huawei para a América Latina, observa que a tecnologia deve ser usada com sustentabilidade e racionalidade. “Os equipamentos devem ser usados se de fato forem necessários”, completou.

 

 

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Miriam Aquino

Jornalista há mais de 30 anos, é diretora da Momento Editorial e responsável pela sucursal de Brasília. Especializou-se nas áreas de telecomunicações e de Tecnologia da Informação, e tem ampla experiência no acompanhamento de políticas públicas e dos assuntos regulatórios.
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