Alta dos juros e 5G reduzem em 44% o lucro da Vivo

Lucro da Vivo foi de R$ 746 milhões no segundo trimestre de 2022. Apesar da queda, companhia aumentou receitas e investimentos para a chegada do 5G puro às capitais brasileiras.

A Telefônica Vivo divulgou os resultados do segundo trimestre de 2022, em que teve lucro líquido de R$ 746 milhões. O número é 44,6% menor que o registrado no mesmo período de 2021.

A queda no lucro se deveu ao aumento das despesas financeiras da Vivo. A empresa aumentou o endividamento médio para adquirir as licenças de espectro 5G no final de 2021. No período houve aumento da taxa de juros no país, elevando o custo da dívida. Também houve correção dos contratos de leasing e pagamento de Fistel.

Os custos da operação também cresceram, em razão do reconhecimento de efeitos não-recorrentes, como reajustes salariais, resultando em aumento de 20,1% no custo com pessoal. O endividamento líquido da companhia aumentou de R$ 9 bilhões em março de 2022 para R$ 13,22 bilhões ao final de junho.

Nas demais métricas, no entanto, a companhia registrou expansão. As receitas cresceram 11,1%, para R$ 11,83 bilhões. O EBITDA (lucro antes de impostos, depreciações a amortizações) aumentou 8,3% na comparação ano a ano, para R$ 4,57 bilhões.

Os Investimentos alcançaram R$ 2,57 bilhões, alta de 14,4%. O número representa 21,8% da Receita Operacional Líquida do trimestre, um aumento de 0,6 p.p. na comparação anual. Os investimentos foram direcionados ao reforço da rede móvel para a ativação do 5G nas capitais, a incorporação dos acessos da Oi Móvel, além da expansão da rede de fibra.

Investidores

O Conselho de Administração deliberou o crédito de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 630 milhões no 2T22, relativo ao exercício de 2022. Tais proventos serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório do exercício social de 2022, ad referendum da Assembleia Geral de Acionistas a ser realizada em 2023.

Nos últimos 12 meses, o valor bruto por ação declarado foi de R$ 3,58, o que representa um dividend payout de 122% e um dividend yield de 8,4% no ano, considerando o Programa de Recompra de Ações.

Considerando a valorização das ações e o reinvestimento dos proventos declarados nos últimos 12 meses, o Retorno Total ao Acionista (TSR) é de 21% no período, afirma a companhia.

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Rafael Bucco

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