Abrasat e Sindisat elegem novas diretorias
Sérgio Maia assume a presidência da Abrasat por dois anos, enquanto Michelle Caldeira passa a comandar o Sindisat por quatro anos; ambos destacam convergência tecnológica, segurança regulatória e expansão da economia espacial como prioridades.

A Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Abrasat) e o Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Sindisat) elegeram suas novas diretorias para os próximos mandatos. Sérgio Maia, da Hughes, assumiu a presidência da Abrasat em 14 de junho, para um mandato de dois anos, substituindo Mauro Wajnberg, da Telesat. Já Michelle Caldeira, da SES, inicia em 3 de julho seu mandato de quatro anos à frente do Sindisat, sucedendo Fábio Alencar, também da SES.
Também houve renovação das vice-presidências. Rodrigo Campos, da Eutelsat, passa a ocupar a vice-presidência da Abrasat, enquanto Sabrina Ferrari, da Hughes, assume a mesma função no Sindisat.
As diretorias das duas entidades também foram recompostas. Na Abrasat, passam a integrar a direção Mauro Wajnberg (Telesat), Bruno Henriques (Amazon), Marcelo Martins (Bedinsat), Tobias Dezordi (Gilat) e Luis Carlos Correia (Inatel). No Sindisat, a diretoria será formada por Luis Fernando Fernandes (Hispasat), Tito Purwin (Viasat) e Lincoln Oliveira (Claro).
Prioridades para o setor
Ao assumir a presidência da Abrasat, Sérgio Maia afirmou que a indústria de satélites atravessa um processo de transformação impulsionado pela integração com outras infraestruturas de telecomunicações.
“Os satélites deixaram de ser vistos como uma infraestrutura de nicho (…) para se tornarem parte integrante do ecossistema global de conectividade.”
Segundo ele, a comunicação via satélite passa a atuar de forma convergente com redes terrestres, computação em nuvem e dispositivos móveis, ampliando seu papel em áreas como inclusão digital, mobilidade, defesa, Internet das Coisas (IoT) e evolução das redes 5G e 6G.
Michelle Caldeira destacou que o Sindisat deverá concentrar sua atuação na criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento do setor.
“O papel do Sindisat é criar as condições para que inovação, investimentos e segurança regulatória caminhem juntos, permitindo que o Brasil aproveite plenamente as oportunidades da nova economia espacial.”
Para a nova presidente, além da representação institucional das empresas, a entidade deve atuar na construção de condições regulatórias que estimulem os investimentos e o crescimento do mercado brasileiro de satélites.
Representação do mercado
Criada em 2003, a Abrasat reúne empresas que exploram satélites brasileiros e estrangeiros, além de prestadoras de serviços de telecomunicações via satélite, fabricantes de equipamentos, empresas de engenharia e outros agentes ligados ao segmento.
Já o Sindisat foi criado em 2004 para representar os interesses das empresas do setor de telecomunicações por satélite em âmbito nacional, atuando tanto nas questões trabalhistas quanto na defesa institucional, estudos e representação legal do segmento. (Com assessoria de imprensa)




