Vivo vai levar oferta de 10 Gbps a mais praças em 2026
Marc Murtra, CEO do grupo espanhol Telefónica, controlador da Vivo no Brasil, diz que aumento da capacidade da banda larga será estratégica em 2026. Executivo também criticou leis europeias sobre M&A e neutralidade de rede.

O CEO do grupo Telefónica, controlador da Vivo no Brasil, disse em coletiva de imprensa hoje, 24, que a operação local trabalha para ampliar o alcance das ofertas de banda larga fixa para 10 Gbps, dentro da execução do plano estratégico “Transformar e Crescer”.
“Em termos de capacidades tecnológicas ampliaremos a capacidade de rede de 1 Gbps para 10 Gbps na Espanha e no Brasil e seguiremos com o desligamento do cobre”, afirmou Murtra.
A Vivo lançou em setembro de 2025 planos de 10 Gbps com Wi-Fi 7, mas em poucos bairros de São Paulo e Rio de Janeiro. À época, a companhia informou que a tecnologia seria expandida para outras cidades e para o portfólio Vivo Total.
Murtra indica que a ampliação da capacidade para 10 Gbps integra a estratégia do ano, tendo ultrapassado a fase de um piloto comercial localizado.
Convergência como eixo estratégico
Além da expansão de capacidade, executivos da companhia destacaram a convergência como vetor central da estratégia brasileira. O COO do grupo, Emilio Gayo, afirmou que o modelo já demonstra tração no país.
“Já temos mais de 40% dos clientes de fibra convergentes, o que demonstra que a convergência vai acabar se impondo no Brasil, assim como aconteceu na Espanha.”
A convergência (oferta de vários produtos em um mesmo pacote, como telefonia móvel, fixa, internet e serviços digitais), está associada à redução de churn e ao aumento de receita por cliente, apoiada também na expansão de ecossistemas digitais. “Somos líderes em ecossistema, em fintech, saúde, bem-estar e entretenimento, onde demonstramos que com esses ecossistemas aumentamos receita e reduzimos o churn”, completou Gayo.
Enquanto isso, na Europa…
No Velho Continente, Murtra destacou o pleito setorial por mudanças legislativas que facilitem a consolidação do mercado de telecomunicações. Atualmente, segundo o executivo, a Europa possui 38 operadores com mais de meio milhão de clientes móveis, cenário que, na avaliação da empresa, justifica consolidação. “Queremos liderar esse processo”, enfatizou.
Murtra também criticou a aplicação atual da neutralidade de rede na Europa, argumentando que o modelo impede diferenciação técnica necessária para novos serviços digitais. “A legislação na Europa obriga a neutralidade de rede. Isso significa que não podemos diferenciar serviços com menor latência, e acreditamos que isso é um problema para a inovação. Acreditamos que é ruim para a inovação digital, ruim para a Europa e ruim para a Telefónica”.


