Anatel: Vivo lidera pós-pago, Claro vence no pré-pago e provedores regionais dominam ranking da banda larga fixa

Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida de 2025 mostra operadoras mais bem avaliadas por serviço e reforça que comparação deve considerar a quantidade de estados em que cada empresa foi medida.

A Anatel apresentou, nesta segunda-feira, 23, os resultados da Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida de 2025, levantamento que ouviu 58.527 consumidores entre julho de 2025 e fevereiro de 2026 e mede, além do Índice de Satisfação Geral (ISG), a percepção dos usuários sobre informação ao consumidor, funcionamento, cobrança e atendimento. A pesquisa é feita por serviço, por estado e por prestadora com ao menos 10 mil acessos elegíveis na unidade da federação.

app-aplicativo-vivo (crédito: Vivo) Anatel

No resultado consolidado por serviço, o celular pré-pago teve a maior média nacional de satisfação, com nota 7,87. Em seguida vieram o celular pós-pago, com 7,64, a telefonia fixa, com 7,57, e a internet fixa, com 7,51. A TV por assinatura ficou na última posição, com 7,03, e foi o único serviço com queda no índice geral. A internet fixa e a telefonia fixa registraram alta, enquanto o pós-pago e o pré-pago ficaram estáveis.

Na internet fixa, a média Brasil chegou a 7,51, acima da meta de 7,5 prevista pela agência para esse serviço. Entre as operadoras com atuação mais ampla, a Vivo marcou 7,78, à frente de Algar, com 7,61, Claro, com 7,14, Nio, com 7,23, e TIM, com 6,97. Entre as prestadoras regionais ou pesquisadas em menos estados, os maiores resultados foram de BRSuper, com 8,89, Dtel, com 8,85, Unifique, com 8,55, e Brisanet, com 8,28. A superintendente Cristiana Camarate destacou que, nesse serviço, a melhora do funcionamento teve relação direta com a alta da satisfação e com a queda dos contatos por problemas técnicos.

No celular pós-pago, conforme pesquisa da Anatel, a liderança ficou com a Vivo, com ISG de 7,87, acima da média nacional de 7,64. A Claro apareceu em segundo lugar, com 7,72, seguida pela Algar, com 7,43, e pela TIM, com 7,09. Segundo a apresentação, houve queda nas notas de Claro e TIM, enquanto a alta da Vivo sustentou a estabilidade da média do serviço. No pós-pago, a Anatel também apontou que a qualidade da informação ao consumidor e a qualidade do funcionamento seguem entre os fatores mais relacionados à satisfação geral.

No celular pré-pago, serviço que segue como o mais bem avaliado entre os cinco pesquisados, com média de 7,87, a Claro liderou com 8,02. A Algar ficou logo atrás, com 7,99, seguida por Vivo, com 7,88, e TIM, com 7,73. A Anatel classificou o comportamento das notas do pré-pago como mais instável e apontou que houve queda apenas no estado de São Paulo no recorte por unidade da federação. Nesse serviço, a qualidade da informação ao consumidor aparece como uma dimensão particularmente relevante para a satisfação.

Na telefonia fixa, cuja média nacional avançou para 7,57, os maiores índices ficaram com Unifique (8,66) e Valenet (8,17), ambas medidas em um estado. Entre as operadoras de presença mais ampla, a Claro liderou com 7,85, seguida por Algar, com 7,71, TIM, com 7,53, Vivo, com 7,50, e Nio, com 7,31. A superintendente Cristiana Camarate afirmou que o avanço da média do serviço foi puxado sobretudo por Claro e TIM, enquanto a Vivo registrou queda.

Já na TV por assinatura, o quadro foi negativo. A média nacional caiu para 7,03 e a Unifique teve a melhor nota, com 7,79, à frente de Vivo, com 7,35, e Claro, com 6,94. A agência afirmou que a queda não deve ser atribuída à ausência da Sky nesta edição, mas à comparação das empresas com seus próprios desempenhos anteriores. Também destacou que a TV paga foi o único serviço com recuo em todos os indicadores principais.

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Paula Coutinho

Jornalista com mais de 20 anos de experiência profissional, com passagem pela grande imprensa, em jornais diários, semanários, revistas, rádios e emissoras de TV.

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