Vivo lucra R$ 1,6 bilhão no 2º trimestre, alta de 17%
Receita líquida cresceu 7,6%, para R$ 15,8 bilhões, enquanto EBITDA avançou 10,9%; operadora investiu R$ 2,6 bilhões no período. Venda de ativos da antiga concessão contribuiu para resultado.
A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, registrou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre de 2026. O resultado representa crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A receita líquida alcançou R$ 15,8 bilhões, com avanço anual de 7,6%. O EBITDA — resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização — somou R$ 6,6 bilhões, alta de 10,9%. Segundo a operadora, esse foi o maior crescimento percentual do indicador nos últimos 11 trimestres.
A margem EBITDA ficou em 41,8%, acréscimo de 1,3 ponto percentual na comparação anual. Os investimentos totalizaram R$ 2,6 bilhões no trimestre, aumento de 6,1%, com recursos destinados às redes móvel e fixa.
Pós-pago concentra 87% da receita móvel
A receita de serviços móveis chegou a R$ 10,2 bilhões, crescimento de 6,6%. O pós-pago respondeu por R$ 8,9 bilhões, alta de 7,9%, e passou a representar 87% do faturamento de serviços móveis.
A base pós-paga alcançou 73,2 milhões de acessos, 6,9% acima do registrado um ano antes. Excluindo conexões M2M e dongles, a receita média mensal por usuário do pós-pago ficou em R$ 53,90.
A receita com aparelhos e eletrônicos cresceu 27,8%, para R$ 1 bilhão. Os smartphones compatíveis com 5G representaram 98,8% dos aparelhos vendidos durante o trimestre.
A Vivo encerrou o período com sua rede 5G disponível em 978 municípios e cobertura superior a 73% da população brasileira.
Fibra chega a 8,2 milhões de clientes
Na operação fixa, a receita aumentou 6%, alcançando R$ 4,5 bilhões. O faturamento específico da fibra cresceu 10,7%, para R$ 2,1 bilhões.
A rede de fibra da operadora passou a cobrir 32 milhões de domicílios, expansão anual de 6,4%. A base conectada chegou a 8,2 milhões de residências e empresas, alta de 11,3%.
A taxa de ocupação da infraestrutura ficou em 25,6%, aumento de 1,1 ponto percentual. Já a taxa mensal de cancelamento, medida pelo churn, recuou para 1,4%.
A base de clientes com ofertas convergentes de fibra alcançou 5,3 milhões de acessos. Desse total, 3,8 milhões utilizavam o Vivo Total, que reúne serviços fixos e móveis. A base do produto cresceu 29,4% e passou a corresponder a 46,3% dos clientes de fibra.
As receitas de dados corporativos, TIC e serviços digitais somaram R$ 1,5 bilhão no trimestre, avanço de 7,8%.
Negócios digitais ganham participação
Os novos negócios e serviços digitais representaram 12,2% da receita total acumulada pela Vivo nos 12 meses encerrados em junho.
No mercado corporativo, as soluções de cloud, cibersegurança, big data, Internet das Coisas, mensageria e serviços de TI geraram R$ 5,5 bilhões no período de 12 meses. O montante cresceu 14,9% e correspondeu a 8,8% do faturamento total da companhia.
Considerando também conectividade e equipamentos, o segmento empresarial respondeu por 22,5% da receita da Vivo, aumento de 0,4 ponto percentual.
No mercado de consumo, as parcerias com plataformas de música e vídeo geraram receita de R$ 890 milhões em 12 meses, avanço de 25,7%. A base desses serviços chegou a 4,9 milhões de assinantes, crescimento de 33,3%.
Os serviços financeiros faturaram R$ 433 milhões, alta de 12,8%. Desde seu lançamento, o Vivo Pay concedeu R$ 1,3 bilhão em operações de crédito pessoal. Na área de saúde, a Vale Saúde registrou 511 mil assinaturas e receita de R$ 126 milhões, crescimento de 58,2%.
Venda de ativos contribui para controle dos custos
Os custos operacionais, excluídas depreciação e amortização, aumentaram 5,3%, para R$ 9,2 bilhões. O crescimento ficou abaixo da expansão da receita líquida.
A companhia atribuiu o desempenho às medidas de eficiência operacional, ao uso de canais digitais e à venda de ativos relacionados à antiga concessão, que movimentou R$ 202 milhões no trimestre.
O fluxo de caixa operacional cresceu 14,3%, para R$ 4 bilhões. A margem do indicador ficou em 25,3%.
Nos primeiros sete meses de 2026, a Telefônica Brasil distribuiu R$ 7 bilhões aos acionistas, sendo R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio declarados em 2025 e R$ 4 bilhões por meio de redução de capital. A empresa também declarou R$ 2,2 bilhões em juros sobre capital próprio neste ano.




