Virtueyes prevê migração de mais de 50% da base IoT para o eSIM até 2028
Empresa informa investimento de R$ 1 milhão na nova linha AIR e diz operar 1,5 milhão de chips conectados em sua base corporativa

A Virtueyes lançou nesta semana uma nova linha de conectividade para internet das coisas baseada em eSIM e informou que espera migrar mais de 50% de sua base instalada para esse modelo até 2028. A empresa declarou ter investido R$ 1 milhão na nova linha AIR e operar atualmente 1,5 milhão de chips conectados, com atendimento a mais de 1.000 clientes corporativos.
Segundo a CEO, Taize Wessner, a nova oferta usa o padrão SGP.32 da GSMA para eSIM em aplicações de IoT. A proposta é eliminar a dependência do chip físico e reduzir etapas operacionais na ativação de dispositivos, sobretudo em operações de maior escala, nas quais empresas precisam habilitar milhares de equipamentos em campo.
Plataforma própria
A nova linha está associada a uma plataforma própria de gestão de conectividade, identificada no material de apoio como V.EYE. Entre as funções citadas estão ativação em lote, personalização de menus e execução de bootstrap de dispositivos. A empresa afirma que esse ambiente foi desenvolvido internamente.
Na prática, a Virtueyes sustenta que o eSIM para IoT permite alterar perfis de conectividade de forma digital, inclusive com mudança entre redes públicas e privativas, desde que haja comando pela plataforma. A companhia indicou ainda que prepara uma funcionalidade para automatizar esse acionamento.
Foco em logística, telemetria e sensoriamento
Os primeiros casos de uso mencionados pela empresa estão em verticais como logística, medição inteligente, telemetria e sensoriamento. A base de clientes é descrita como 100% corporativa, formada por integradores e indústrias. No material, a companhia afirma operar como autorizada da Claro e manter acordos que lhe permitem ofertar conectividade em diferentes redes, inclusive em aplicações fora do Brasil.
Segundo Wessner, a decisão de compra do mercado corporativo não se resume a preço. Clientes mais maduros priorizam indicadores como SLA, disponibilidade, atendimento e funcionalidades da plataforma. A empresa também informou que mais de 70% de sua base já atualizou os parques para tecnologias mais recentes, com baixo residual de 2G.
De acordo com a Virtueyes, a transição para o eSIM deve ocorrer de forma gradual, acompanhando principalmente a renovação natural dos dispositivos e as novas vendas. A empresa argumenta que o modelo reduz erros manuais na instalação de chips e simplifica a gestão operacional em projetos de larga escala.



