TIM pretende dobrar número de cidades com cobertura 4G em 2017

A operadora afirma que vai fechar 2016 com o 4G disponível em 1 mil cidades, e que vai atingir 2 mil ao final de 2017. Atualmente, 35% do tráfego é 4G.
Coletiva-tim-futurecom-2016
Luis Minoro (em pé), Raimondo Zizza, diretor de TI da TIM, e Leonardo Capdeville

A TIM pretende acelerar seu plano de investimentos em 4G, uma vez que a Anatel comece a liberar o espectro de 700 MHz. Os planos da companhia são de terminar 2016 com 1 mil cidades atendidas com alguma rede de quarta geração. Para o próximo ano, outras mil se somarão à carteira.

O grande objetivo é chegar em 2018 cobrindo 93% da população com LTE e LTE-Advanced, conforme Leonardo Capdeville, diretor de Tecnologia da operadora. “Até o começo do ano, a meta era 89%”, ressalta.

A pressa se assenta em resultados recentes. A operadora iniciou há três anos um plano de melhora da rede. O 4G foi implementado ainda na Copa do Mundo de 2014, nas capitais onde aconteceram jogos. Mas o atestado com sucesso da tecnologia vem mesmo dos Jogos Olímpicos Rio 2016, nos quais a TIM registrou 70% do tráfego em LTE, média muito superior ao que se vê atualmente. Hoje, a rede da empresa trafega 35% de dados em 4G. O potencial, porém, é muito maior, com 54% de dispositivos 4G conectados a suas redes.

“Nossa previsão é que o tráfego 4G vai superar o 3G já em 2018”, conta Capdeville. Ele participou de coletiva de imprensa durante a Futurecom 2016. O engenheiro deposita suas expectativas na liberação do espectro de 700 MHz para catalizar a ampliação da cobertura. “Ainda este ano a Anatel deve liberar 500 cidades para uso. Pode ser que em muitas cidades o 4G já chegue na nova frequência”, ressaltou.

Internet das Coisas
Segundo ela, os 700 MHz são a aposta para o crescimento do 4G e, sem segundo lugar, para a adoção em massa da internet das coisas no país. “Recentemente saiu a padronização do NB-IoT, tecnologia para dispositivos que, junto os 700 MHz, amplia o alcance das conexões em até noves vezes, multiplicando o potencial de aplicações”, falou.

Mesmo diante da oportunidade, ainda não está claro para a operadora o modelo de rentabilização da IoT. Por isso mesmo, a tele prefere focar os investimentos mais em LTE e ampliação da sua banda larga móvel, do que em soluções M2M. “Conforme as soluções aparecerem, podemos ir convertendo a rede”, diz Capdeville.

Aparentemente a grande aposta da TIM com o IoT reside no Big Data. A operadora quer ganhar dinheiro com a vasta quantidade de informações que obtém diariamente. Conforme Luis Minoru, diretor de Estratégia e Inovação, a companhia realiza 6 bilhões de operações com clientes por dia. Essa informa começa a ser compartilhada com terceiros, mas já orienta as decisões da empresa quanto aos investimentos, expansão da rede e melhoria do atendimento ao consumidor.

Minoru também adiantou que a TIM passa por uma reestruturação, com foco em se tornar mais ágil, dentro dos moldes do conceito de empresa lean, ou seja, com alta produtividade e necessidade de investimentos mais racionais.

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Rafael Bucco

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