TIM encerra 2025 com lucro de R$ 4,3 bilhões, alta de 37,4%

Operadora amplia margem EBITDA, mantém crescimento no pós-pago e encerra o ano com base móvel e de banda larga em expansão.

A TIM encerrou 2025 com lucro líquido normalizado de R$ 4,343 bilhões, crescimento de 37,4% em relação a 2024. No mesmo período, o EBITDA normalizado alcançou R$ 13,577 bilhões, com margem de 51%, ante 49,6% no ano anterior.

Ao final de dezembro, a TIM somava 61,974 milhões de clientes móveis, dos quais 32,748 milhões no pós-pago. O ARPU pós-pago (ex-M2M) foi de R$ 54,8 no quarto trimestre. Na banda larga fixa, a operadora encerrou o ano com 850 mil clientes da TIM Ultrafibra, com ARPU de R$ 94,8.

Os investimentos permaneceram estáveis. O capex totalizou R$ 4,541 bilhões em 2025, queda de 0,2% na comparação anual.

Indicador 2024 2025 Variação
Receita líquida (R$ milhões) 25.448 26.625 +4,6%
Receita de serviços (R$ milhões) 24.587 25.856 +5,2%
EBITDA normalizado (R$ milhões) 12.625 13.577 +7,5%
Margem EBITDA (%) 49,6% 51,0% +1,4 p.p.
Lucro líquido normalizado (R$ milhões) 3.160 4.343 +37,4%
Capex (R$ milhões) 4.550 4.541 -0,2%

Quarto trimestre mantém crescimento de lucro e EBITDA

No quarto trimestre de 2025, a TIM registrou lucro líquido normalizado de R$ 1,349 bilhão, alta de 27,9% em relação ao mesmo período de 2024. O EBITDA normalizado no trimestre foi de R$ 3,672 bilhões, com margem de 53,1%.

A base de clientes móveis manteve trajetória de crescimento, enquanto a banda larga fixa apresentou retomada das adições líquidas no período. O capex no trimestre somou R$ 1,347 bilhão, recuo de 2,0% na comparação anual.

Indicador 4T24 4T25 Variação
Receita líquida (R$ milhões) 6.631 6.920 +4,4%
Receita de serviços (R$ milhões) 6.343 6.665 +5,1%
EBITDA normalizado (R$ milhões) 3.347 3.672 +9,7%
Margem EBITDA (%) 50,5% 53,1% +2,6 p.p.
Lucro líquido normalizado (R$ milhões) 1.055 1.349 +27,9%
Capex (R$ milhões) 1.375 1.347 -2,0%

Fistel acumulado

O relatório da companhia também detalha a posição de caixa e um possível impacto tributário relacionado ao não pagamento integral da Taxa de Fiscalização de Funcionamento (TFF), que compõe o Fistel.

O material lembra que o pagamento integral da TFF está suspenso desde 2020, em razão de medida judicial. Em decorrência dessa suspensão, o montante total registrado relacionado à TFF alcançou R$ 4,3 bilhões, sendo R$ 3,2 bilhões de principal e R$ 1,1 bilhão em juros moratórios incidentes, valores ainda pendentes de definição definitiva no Judiciário.

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Rafael Bucco

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