TIM: desligamento do 2G e 3G abre caminho para o 6G

TIM cobra colaboração de fabricantes e diz que Anatel deverá agir para reduzir a oferta de terminais que funcionem apenas em redes 2G ou 3G

(crédito: Reprodução)

Na contribuição que enviou ao tomada de subsídio nº 23 da Anatel, sobre a possibilidade de desligamento das redes 2G e 3G, a TIM afirma que a medida é importante para a sustentabilidade do negócio das operadoras.

Diz a companhia: “Manter simultaneamente infraestruturas para múltiplas gerações tecnológicas é demasiadamente oneroso. Com a chegada da tecnologia 6G, cujos primeiros padrões devem surgir ao final da década, é imperativo que as tecnologias 2G e 3G estejam em pleno phase out , uma vez que a manutenção de 5 gerações tecnológicas simultaneamente na infraestrutura das operadoras pode simplesmente inviabilizar a próxima evolução tecnológica para a década de 2030”.

A operadora recomenda não a definição de regra de transição, as que seja elaborado “um Plano de Ação pelo setor privado, de acordo com suas diretrizes estratégicas de uso de rede, a ser objeto de diálogo com a Anatel”.

A companhia cobra dos fabricantes que parem de homologar e produzir dispositivos exclusivamente 2G ou 3G de forma que a substituição dos equipamentos mais antigos por novos já induzisse à redução desta base.

“De todo modo, esse movimento pode ser impulsionado também por medidas que facilitem a importação, ou mesmo a fabricação, de tecnologias mais avançadas, combinadas com medidas de desincentivo à produção de equipamentos defasados frente à evolução tecnológica”, acrescenta ainda.

Para a TIM, a Anatel tem o papel de organizar a demanda e o mercado de equipamentos, fomentando o encolhimento da base 2G/3G e fomentando a adoção do 4G ou 5G, impedindo a entrada no mercado que não tenham VoLTE ou VoNR.

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Rafael Bucco

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