TIM amplia cobertura 5G em Olinda com antenas integradas às fachadas
Antenas são integradas às fachadas para cobertura móvel em área tombada,; expectativa é multiplicar até dez vezes a capacidade da rede

A TIM iniciou a implantação de uma nova infraestrutura de telecomunicações no Sítio Histórico de Olinda para ampliar a cobertura e a capacidade das redes 4G e 5G em uma das áreas urbanas mais sensíveis do país do ponto de vista patrimonial. O projeto prevê a instalação de três novos sites de transmissão em pontos estratégicos da Cidade Alta, incluindo Alto da Sé, Quatro Cantos e Varadouro.
A iniciativa busca solucionar um dos principais desafios da expansão do 5G em áreas históricas: aumentar a capacidade da rede sem recorrer à instalação de torres convencionais que possam interferir na paisagem urbana protegida. Para isso, a operadora utilizará antenas camufladas, integradas às fachadas dos imóveis e praticamente imperceptíveis para moradores e visitantes.
A implantação foi autorizada após a obtenção dos licenciamentos urbanísticos e ambientais necessários, resultado de uma articulação iniciada em novembro de 2025 envolvendo a Prefeitura de Olinda, a Secretaria de Patrimônio do município, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Conselho de Preservação do Patrimônio e operadoras de telecomunicações que atuam em Pernambuco.
O desafio de levar 5G a uma área tombada
Reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO e protegido pelo tombamento federal, o Sítio Histórico de Olinda impõe restrições adicionais à implantação de infraestrutura urbana.
No caso do 5G, o desafio é ampliado pelas características da faixa de 3,5 GHz, que oferece maior capacidade de transmissão de dados, mas possui alcance menor do que frequências utilizadas em gerações anteriores das redes móveis.
Segundo a TIM, a solução adotada combina antenas de pequeno porte integradas à arquitetura local com uma rede de transporte baseada em fibra óptica de alta capacidade.
Os novos pontos de transmissão serão conectados à rede principal da operadora por meio de backhaul óptico, responsável pelo transporte do tráfego gerado pelas antenas instaladas na região.
Capacidade pode crescer até dez vezes
De acordo com Gustavo Maciel, gerente de Operações de Redes da TIM Nordeste, a modernização permitirá uma expansão significativa da capacidade disponível no centro histórico. “Embora Olinda tenha recebido o sinal 5G comercial em março de 2023, o Sítio Histórico demandava uma modernização específica para superar as restrições de instalação de torres convencionais.”
Segundo o executivo, a expectativa é que a nova infraestrutura multiplique por até dez vezes a capacidade atual da rede móvel na área atendida. A implantação física dos equipamentos será realizada pela IHS Brasil.
Os novos pontos de transmissão poderão ser utilizados por outras operadoras, reduzindo a necessidade de instalação de estruturas adicionais dentro da área histórica. O modelo acompanha uma tendência crescente de compartilhamento de infraestrutura no setor de telecomunicações, especialmente em regiões onde limitações urbanísticas, ambientais ou patrimoniais tornam mais complexa a implantação de novas torres.
Segundo a operadora, a estratégia busca ampliar a conectividade sem aumentar a ocupação visual do espaço urbano protegido.
Rede preparada para o Carnaval
Além de atender moradores, comerciantes e turistas ao longo do ano, o projeto foi dimensionado para suportar períodos de alta concentração de usuários, especialmente durante o Carnaval de Olinda. A TIM estima que, na edição de 2027 da festa, o tráfego gerado em redes 5G ultrapasse pela primeira vez 50% de todo o volume de dados transportado pelas redes móveis na região.
Segundo Bruno Talento, diretor de Vendas da TIM Nordeste, a proposta é combinar capacidade de rede e preservação do patrimônio histórico. “Queremos entregar uma rede robusta, inovadora e praticamente invisível, mas com impacto direto na qualidade da conexão para moradores, comerciantes e turistas.”
O projeto de Olinda exemplifica um desafio que tende a se tornar mais frequente à medida que a expansão do 5G exige maior densidade de antenas e aproximação da infraestrutura dos usuários. (Com assessoria de imprensa)




