Telefônica Brasil migra TI crítica da Vivo para Red Hat OpenShift

Segundo a Red Hat, operadora unificou aplicações cloud-native e VMs de TI em uma plataforma comum baseada em Kubernetes e reportou redução de 95% no uso de armazenamento.

A Telefônica Brasil (Vivo) migrou seu ambiente de produção de TI do barramento de serviços críticos para o negócio para o Red Hat OpenShift, informou a Red Hat em 2 de março, durante o MWC Barcelona.

Crédito: Freepick
Crédito: Freepick

A mudança, de acordo com o comunicado, envolveu a transição de uma infraestrutura de virtualização legada para uma plataforma cloud-native comum. A Vivo buscava “eliminar a complexidade e os custos crescentes associados à sua infraestrutura de virtualização legada” diante da “pressão para reduzir despesas operacionais (OpEx)”, ainda segundo a Red Hat.

Plataforma comum para aplicações e máquinas virtuais

No anúncio, a Red Hat afirma que, ao padronizar a operação no OpenShift — descrito como “plataforma híbrida de aplicações em nuvem (…) baseada em Kubernetes” — a Vivo passou a unificar “a gestão de aplicações modernas cloud-native com as cargas de trabalho remanescentes em máquinas virtuais (VMs) de TI em uma única plataforma mais consistente”.

O escopo citado inclui a migração do “ambiente de produção de TI, o motor que sustenta o CRM, o gerenciamento de pedidos e a loja online da Vivo”.

Indicadores técnicos reportados pela empresa

A Red Hat lista resultados atribuídos à migração, com recortes técnicos e operacionais:

  1. Escalabilidade: o ambiente de TI passou a escalar “em 10 minutos, ante 1.440 minutos (24 horas) anteriormente”.
    Resposta em consultas: redução de “42% e 61%” nos tempos de resposta para “coleta de dados de clientes” e “consultas de faturamento”, respectivamente.
  2. Infraestrutura: com “arquitetura conteinerizada em bare metal”, houve redução de “55%” no consumo de CPU de TI e de “65%” no uso de memória.
  3. Patches: redução de “91%” no tempo de aplicação de patches, “passando de quatro horas para apenas 20 minutos”.
  4. Armazenamento: o comunicado também aponta “redução de 95% no consumo de armazenamento”.

Para Gino Grano, vice-presidente global do segmento de Provedores de Serviços de Comunicação nas Américas da Red Hat, a iniciativa é apresentada como referência local: “A Vivo é um exemplo claro de ‘techco’ visionária que reconhece a virtualização legada como um possível obstáculo à agilidade e à eficiência de custos exigidas por sua transformação. Ao migrar workloads críticos para o Red Hat OpenShift, a empresa não apenas obteve economias expressivas de infraestrutura, mas também construiu uma base soberana e pronta para IA, capaz de evoluir na mesma velocidade que o mercado demanda.”

O texto afirma que, além dos ganhos imediatos, a transição “impulsiona a Vivo rumo a operações inteligentes e autônomas” e que, ao eliminar restrições da virtualização legada na stack de TI, a empresa “construiu um ambiente preparado para modelos de IA especializados”. (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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