Softex defende “inteligência conectada” como eixo da competitividade digital
Artigo lançado no MWC aponta integração entre infraestrutura, dados e IA passa a orientar políticas públicas, regulação e soberania digital.

O Observatório Softex lançou, durante o Mobile World Congress (MWC), o artigo “Como a Inteligência Conectada vai Redefinir a Competitividade Digital dos Países”, defendendo que a transição da conectividade para a “inteligência conectada” amplia impactos sobre economia, segurança e autonomia estratégica.
A inteligência conectada é apresentada como uma evolução que vai além de ampliar o acesso à rede. A abordagem descrita integra infraestrutura, dados e IA em sistemas capazes de aprender, se adaptar e gerar valor estratégico. Essa mudança redefine a forma como países constroem competitividade digital, especialmente quando tratam a infraestrutura digital como política de Estado.
O conteúdo também contrasta estratégias consideradas “integradas” com abordagens “fragmentadas e reativas”, apontando que esse segundo modelo limita crescimento e soberania digital.
Competitividade digital ligada a soberania e segurança nacional
O levantamento associa competitividade digital a autonomia estratégica e segurança nacional. Tensões globais relacionadas a dependência tecnológica, cadeias de suprimentos digitais e disputas geopolíticas envolvendo dados sensíveis são fatores que reforçam a necessidade de infraestrutura conectada robusta e alinhada a objetivos estratégicos.
Nesse cenário, a agenda regulatória aparece como variável que pode acelerar ou bloquear iniciativas, e o Estado é descrito com múltiplos papéis: regulador, indutor e usuário estratégico. Modelos internacionais podem oferecer “lições valiosas”, incluindo abordagens orientadas ao mercado, ao Estado e formatos híbridos.
Coordenação de atores e risco de “exclusão da inteligência”
Para países emergentes, o risco envolve a exclusão da inteligência, não apenas da conectividade. Como condições o artigo lista a visão de longo prazo, investimentos coordenados, formação de talentos e governança robusta.
A coordenação entre atores é indispensável, com papéis complementares para governos, operadoras, big techs, startups, universidades e centros de pesquisa, além de think tanks. Ao final, Rayanny Nunes, Coordenadora de Inteligência e Design de Soluções da Softex, afirma: “O sucesso na superação deste desafio passa pela elaboração e implementação de uma estratégia integrada e de longo prazo que reúna e alinhe infraestrutura, regulação, ecossistemas e soberania digital”.




