
TJ-RJ valida saque de garantia pela Oi
Despacho da Segunda Instância confirma que liberação de valores de conta vinculada à Anatel é compatível com decisões dos agravos da falência

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Decisão monocrática da Primeira Câmara de Direito Privado restabelece o plano aprovado em 2024, mantém administrador e gestor judiciais e determina apuração da atuação da controladora PIMCO

Ministério Público defende desconsiderar o Termo de Autocomposição, impedir que valores da arbitragem sejam usados para pagar AGU e V.tal, e intimar União e Anatel a apresentarem plano — inclusive com aporte público — para continuidade dos serviços essenciais da Oi.

Juíza quer saber quanto a Oi, de fato, espera ganhar na arbitragem com a União. Também decidiu hoje que a V.tal não tem como religar circuitos desativados por problemas estruturais da operadora, e manda empresas colaborarem entre si.

Empresas alegam que legislação não prevê apresentação de certidões para o processamento do pedido e entregam novos balanços à Justiça

Juíza determina auditoria imediata das contas da Oi pelo watchdog e suspende bonificações da alta administração até esclarecimentos. Fornecedores reclamam da falta de pagamentos e questionam aditamento proposto pela operadora.

MPRJ aponta baixa liquidez corrente de Serede e Tahto e cobra documentos obrigatórios para análise do plano, como as certidões de regularidade fiscal

Juíza do processo de recuperação judicial da Oi acatou argumentos apresentados pela V.tal e desautorizou a participação da Ligga no leilão da ClientCo

Abertura das propostas acontece 15 dias após a publicação do texto no Diário da Justiça Eletrônico. Não haverá divisões regionais, mas serão aceitas propostas de consórcios de empresas. Mudança de dono da Oi Fibra deve acontecer, no máximo, até 31 de dezembro.

Oi deverá elaborar nova minuta, a ser aprovada por credores, e depois remeter para aprovação da Justiça e publicação. No mercado, expectativa é que edital só saia no final de agosto.

O Ministério Público do Rio de Janeiro criticou a Anatel, a qual, diz, já deveria ter resolvido as questões da sustentabilidade das concessões e dos bens reversíveis. Mas aprova a proposta de adiar a homologação do plano de recuperação da Oi até a conclusão das negociações entre a agência e a tele no TCU.

Presidente da Anatel pediu o adiamento da assembleia de credores da Oi uma vez que o prazo para conclusão da busca por consenso no TCU acaba em 23 de março.

TJ-RJ publicou edital de convocação dos 2.101 credores com direito a voto na assembleia que decidirá os termos do plano de recuperação da Oi

Juíza do caso no TJ-RJ concordou com postergação da assembleia dado que ainda está em curso edital de individualização de bondholders. Tribunal também prorrogou stay period por mais 90 dias.

Promovido a desembargador, Fernando Viana deixará o caso. Juiz estava à frente da recuperação da Oi desde 2016.

O juiz Fernando Viana autorizou a Oi a captar emergencialmente empréstimo de US$ 275 milhões com seus principais credores e dar como garantia ações na V.tal. Empresa alegou que, sem o dinheiro, havia risco para as atividades regulares do grupo já neste mês de abril. Dinheiro vai pagar salários e atender obrigações de curto prazo.

Oi diz à Justiça que precisa do financiamento emergencial para garantir a continuidade das operações no curto prazo, uma vez que entraves regulatórios impedem acesso ao dinheiro obtido com a venda de 8 mil torres fixas à Highline. Empréstimo ponte é de R$ 1,44 bilhão, a ser pago em 2024, com juro de 23%.

O TJ-RJ decidiu que caberá ao Tribunal Arbitral do preço final da Oi Móvel definir o destino de R$ 1,5 bilhão depositados por Claro, TIM e Vivo em conta judicial.

Fernando Viana determinou pagamento complementar e continuidade do trabalho do administrador judicial da Oi, "independentemente do encerramento do processo de recuperação judicial".

Ministério Público do Rio de Janeiro também avalizou a venda do DTH da Oi para a Sky, mas pediu prova de que faltaram mais interessados. Juiz Fernando Viana quer comprovação de capacidade financeira da tele para pagar credores pelos próximos três anos.