Telebras vai prestar serviço ao Ministério do Trabalho
O valor do contrato é de R$ 62,8 milhões
O valor do contrato é de R$ 62,8 milhões

Para associação que representa provedores regionais, proposta de edital esquece o papel social da estatal e pode resultar em transferência de patrimônio público para a iniciativa privada.

Operadora aceitará manifestações até o final deste mês. Proposta é ceder lotes à iniciativa privada e manter uma parcela dedicada a uso exclusivo da estatal.

Telebras comunicou que o lançamento do SGDC foi cancelado pela Arianespace em função da greve geral que atinge a França e a Guiana Francesa, de onde seria lançado o satélite.

O diretor de operações da Telebras, Jarbas Valente, em longa entrevista ao Tele.Síntese (que pode ser lida na íntegra) fez inúmeras afirmações instigantes. Entre elas, que o TCU aprovou o modelo de venda do satélite; que o Executivo não deu qualquer orientação para a estatal deixar de atender órgãos do governo; que a banda reservada à Telebras vai atender também governos estaduais e municipais; que a Telebras não é governo para estabelecer meta de cobertura em edital; e que PNBL manda apenas atender a demanda por banda larga, e demanda "social" virá com antena de WiFi.

As obras, já em andamento, vão custar R$ 14 milhões para levar banda larga a 12 municípios da região do Xingu. Os primeiros ramais ficam pronto em maio.

O ministério do Planejamento está revendo a política definida pelo governo Dilma de dar preferência à Telebras nos contratos de redes de telecom pelo governo federal. Segundo o secretário de telecom, André Borges, o MCTIC está fazendo um reestudo sobre quais seriam as reais necessidades de comunicação controlada e privativa. " Ter a Telebras não significa que está atendido o requisito das comunicações controladas, até porque ela aluga circuitos de outras empresas", disse ele.

Gilberto Kassab afirmou que o satélite da estatal continuará a cumprir sua função social e terá metas contratuais de atendimento.

Segundo o presidente da operadora, Eduardo Navarro, a partir do próximo ano a operação de telefonia fixa se torna deficitária

Para senadora, investimentos de R$ 2,1 bilhões feitos pelo governo para garantir soberania poderão ser "jogados no lixo", se a Telebras privatizar o satélite brasileiro para operadoras.

Operadora registrou aumento de custos. Mas aposta que satélite e cabo submarino poderão trazer novas receitas no futuro próximo.

É com esse dispositivo que a Telebras espera que as operadoras privadas que comprarem capacidade satelital do SGDC venham a atender as demandas sociais por conexão à internet. Resta saber como vai fiscalizar atendimento a objetivos.

O edital estabelece um “preço de reserva” para cada lote, mas não o torna público. Se a proposta vencedora for inferior a este preço, será desclassificada.

A audiência pública para debate dos termos de referência do edital de terceirização será dia 24 de março, em Brasília. No dia 21, será lançado o satélite brasileiro, o SGSC, da base de Kouru, na Guiana.

O edital veda a participação de consórcios de empresas e estabelece prazo de 60 meses para o contrato de operação do Centro Integrado de Gerência de Rede, instalado em Brasília.

A audiência pública para debate dos termos de referência do edital de terceirização do backbone nacional da operadora estatal e dos centros de operação do satélite (rede terrestre) será realizada no dia 24 de março, em Brasília. No dia 21 será lançado o satélite brasileiro, o SGSC, da base de Kouru, na Guiana.

A Telebras apresentou hoje, 23, em audiência pública o modelo de negócios do satélite geoestacionário brasileiro, que custou cerca de R$ 2 bilhões do orçamento público e vai ser lançado no próximo 21 de março. A empresa decidiu dividir a capacidade civil do satélite em quatro lotes: três deles serão vendidos a operadoras privadas pelo maior maior preço. E aquela que comprar o lote 1 conquistará o direito de administrar o lote 4, da Telebras, a quem prestará serviços de gerenciamento e fornecerá equipamentos.

Estatal quer debater termos dos contratos na próxima semana. Também marcou para início de março consulta sobre nova licitação para gestão das estações terrenas.

Segundo o presidente Antonio Loss, haverá cinco centros de controle do satélite. Ele negou que a EMC tenha ganhado de novo a licitação das estações terrenas e disse que o vencedor será conhecido "em breve"

Para os provedores que atuam em cidades distantes de Manaus, o satélite de banda Ka pode ser uma solução de mais qualidade e mais barata.