
5G Sul, Cloud2U e Algar arrematam os demais lotes regionais
O maior preço foi pago pelo lote C7, que cobre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, exceto o setor 3 do PGO, com ágio de 6.266%

O maior preço foi pago pelo lote C7, que cobre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, exceto o setor 3 do PGO, com ágio de 6.266%

A Cloud2you, de fabricante de fibra õptica levou o lote dos três estados, por R$ 405 milhões. Algar pagou ágio de 358% pelo 5G de sua região.

Operadora cearense pagou R$ 1,2 bilhão pelo lote do Nordeste com ágio de até 13.741,71% e R$ 105 milhões pelo lote do Centro-Oeste, ágio de 4.054,27%.

Operadora cearense pagou R$ 1,2 bilhão pelo lote do Nordeste e R$ 105 milhões pelo lote do Centro-Oeste

Grupos regionais e locais vão disputar o leilão, mas os ISPs comprados por fundos de investimentos EB Capital e HIG estão fora. Dois provedores que fizeram IPO - Brisanet e Unifique - disputam o certame com estratégias diferentes.

Entre os 15 interessados, estão confirmados as grandes operadoras, a Highiline, o consórcio 5G, a Sercomtel, a Algar Telecom, Datora e a Brisanet. Uma das surpresas vem com a empresa de infraestrutura Winity, do fundo Pátria

A medida está prevista no edital do 5G e atribui ao Gaispi a prerrogativa de discutir e aprovar as soluções técnicas necessárias

Mas o ministério lembrou que o leilão será não arrecadatório.

Paulo Sisnando, diretor de infraestrutura do tribunal, disse que a sociedade deve acompanhar de perto a regulação da Anatel em relação ao espectro de frequência, para preservar a competição no mercado.

A Coalizão de Direitos da Rede pede ao Ministério Público Federal para paralisar o leilão, até que sejam apurados e corrigidos os problemas apontados pela área técnica do TCU e apuradas "ilicitudes".

O CEO da operadora, Rui Gomes, busca fazer consórcio entre empresas do Nordeste, mas não descarta ir sozinho ao leilão para arrematar a frequência de 26 GHz.

Para a Anatel, é possível antecipar a oferta do 5G em locais e cidades onde não haverá a interferência do serviço nas antenas parabólicas de TV, mas a alteração das metas de cobertura das capitais brasileiras para uma das operadoras seria uma operação muito complexa de ser aprovada.

A operadora, recentemente comprada pelo EB Capital, tem licença móvel em 550 municípios brasileiros, mas sua operação será nacional, como MVNO da Datora.

Entre os itens que foram objeto da diligência, estão informações sobre a governança da rede da Amazônia, os relatórios executivos da rede Privativa, e a desestatização da Telebras.

Mas também aumentam as contrapartidas de cobertura, afirma Anatel.

Agência ressalta, porém, que terá ciência melhor dos prazos e publicação do edital a partir da entrega do acórdão pelo TCU

O conselheiro Carlos Baigorri assinalou que depois de aprovado em definitivo, o edital precisará ficar disponível para a análise dos interessados por um período de 30 a 45 dias, mas a peça pode ser aprovada em circuito deliberativo.

Nos leilões passados, foram realizados novos sorteios para a escolha do relator que elaborou o edital definitivo de venda de frequências, o que deverá ocorrer também este ano.

A operadora quer disputar sozinha por lote da faixa de 26 GHz e em consórcio com mais oito operadoras a faixa de 3,5 GHz

A operadora afirma que o espectro pode ser utilizado principalmente para complementar a infraestrutura em fibra óptica