Renúncias esvaziam Conselho Fiscal da Oi, que convocará nova assembleia

Três integrantes do Conselho Fiscal deixaram seus cargos por motivos pessoais; companhia elegerá novo colegiado em assembleia a ser convocada.

Crédito: Freepik

A Oi informou ao mercado  nesta sexta, 19, que três integrantes do Conselho Fiscal deixaram seus cargos entre 15 e 17 de junho. Fernando Dal-Ri Murcia renunciou às funções de membro titular e presidente do colegiado; Marco Antonio Mayer Foletto deixou a suplência; e Gustavo Santos Raposo renunciou ao cargo de membro titular.

Segundo a companhia, todos alegaram razões pessoais. Foletto e Raposo também retiraram suas candidaturas à Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária convocada para 12 de junho, que não foi instalada em primeira convocação por falta dos quóruns legais mínimos. Ali seriam aprovadas as contas da operadora em 2025 e o grupamento de ações de 25:1 proposto pela diretoria.

Com a vacância deixada por Raposo no Conselho Fiscal, Wiliam da Cruz Leal assumirá como membro titular. O novo presidente será indicado pelos conselheiros remanescentes em reunião específica. A Oi também informou que adotará as providências para convocar nova Assembleia Geral, destinada à eleição dos membros do colegiado e respectivos suplentes para um novo mandato.

Governança

A composição do Conselho Fiscal volta à pauta poucos dias depois de acionistas registrarem divergências em relação a temas submetidos à assembleia de 12 de junho. Conforme mostrou o Tele.Síntese, o mapa de votação sintético consolidado apontava votos contrários de parte dos acionistas às contas da administração e ao grupamento de ações.

A Oi também tenta avançar em medidas previstas em sua recuperação judicial. Em 17 de junho, o leilão judicial da Oi Soluções terminou sem lances, apesar da habilitação de Claro, Vivo, TIM, V.tal e Sercomtel. O preço mínimo era de R$ 1,4 bilhão.

Antes do certame, ações populares buscaram suspender a venda da unidade corporativa, apontando riscos a contratos públicos e à prestação de serviços para órgãos como a Justiça Eleitoral e o governo de Minas Gerais.

A companhia não relacionou as renúncias a esses processos. No comunicado, agradeceu aos três conselheiros pela atuação no colegiado.

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Rafael Bucco

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