Operadores regionais já investem em Data Centers Edge, diz WDC

Segundo Vanderlei Rigatieri, pelo menos 20 ISPs já instalaram em suas redes esse novo centro de computação na borda
Operadores regionais investem em Data Center Edge. Crédito Freepik
Os investimentos são feitos para levar para a “ponta” da rede o processamento de dados. (crédito: Freepik)

Os ISPs ( Internet Service Providers) já estão instalando seus próprios Data Centers Edge para entregar dados com mais rapidez a seus clientes.  Operadores regionais de diferentes portes antecipam-se a mais uma explosão de demanda por dados e baixa latência, exigidas pelas novas aplicações de streaming, jogos, redes corporativas.

Esses centros compactos de computação permitem que as operadoras ofereçam suporte a seus clientes com pouca distância física, diminuindo a latência na transmissão de dados do cliente. E não são apenas as grandes operadoras que investem nesse filão.

Segundo Vanderlei Rigatieri, CEO da WDC Networks, a integradora já instalou pelo menos 20 desses Data Centers Edge  para operadores regionais em todo o país, nos últimos 12 meses. ¨ Como demandam poucos espaços, acabam evitando os elevados custos de locação de imóveis e terrenos¨, explica o executivo.

Conforme Rigatieri, devido às alterações que está ocorrendo no mercado dos operadores regionais, mudanças essas geradas pelo forte incremento da competição no segmento da banda larga fixa, os ISPs têm o grande desafio de ampliar as suas receitas. ¨O maior desafio é ultrapassar a barreira dos 100 reais¨, afirma, referindo-se ao ticket médio mensal gerado pelos clientes de banda larga fixa. Com o aumento da competição onde antes era só “green field”, vários ISPs estão buscando alternativas não só para aumentar seu faturamento, mas, mesmo, para evitar a perda de receitas

E o executivo faz o diagnóstico desse segmento com conhecimento de causa, já que pelo menos cinco milhões de acessos, dos 40 milhões de linhas de banda larga fixa instaladas nas redes dos ISPs, contaram com a marca da WDC.

Energia As a Service

Depois de adotar o modelo de Technology as a Service – Taas – para a expansão das redes de banda larga dos operadores, modelo responsável por 34,8% das vendas totais da empresa no ano passado, que fechou com faturamento de R$ 1,5 bilhão, a empresa parte para implementar o modelo de aluguel  para o segmento de energia. Criou a linha de “Energy As a Service” na qual estimula a geração própria de energia por intermédio de modelagem de compartilhamento de energia e também da construção da usina de energia.

 

 

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Miriam Aquino

Jornalista há mais de 30 anos, é diretora da Momento Editorial e responsável pela sucursal de Brasília. Especializou-se nas áreas de telecomunicações e de Tecnologia da Informação, e tem ampla experiência no acompanhamento de políticas públicas e dos assuntos regulatórios.
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