MCom: fiscalização de data centers e cabos submarinos acompanhará “expectativa do mercado”

Ministro Frederico de Siqueira Filho afirma que regulação será guiada pela MP do ReData, em articulação com Anatel e ANPD, e que governo não quer perder janela de 2026 para atração dos investimentos.

O Ministério das Comunicações (MCom) definiu que exercerá um papel estratégico e coordenador na formulação da política pública voltada à regulação de data centers e cabos submarinos. Frederico de Siqueira Filho, ministro da pasta, afirmou hoje, 9, à imprensa na sede do ministério, em Brasília, disse que a fiscalização sobre estemas recairá sobre Anatel e ANPD, e será alinha às expectativas dos mercado.

“O processo de acompanhamento é natural. A Anatel já tem sua forma de fiscalizar, e a ANPD, que está sendo estruturada para isso, também tem seus desafios e objetivos. Vai ser tudo de forma muito natural, dentro da expectativa do mercado”.

O ministro ainda destacou que o debate sobre data centers e cabos submarinos é parte de uma estratégia ampla de infraestrutura digital, que inclui a ampliação da fibra óptica, a integração com cabos submarinos e satélites e a expansão da cobertura 4G e 5G. “Tudo isso fortalece o ecossistema de conectividade e prepara o Brasil para a transformação digital em curso”, concluiu.

Foto: Ministro Frederico de Siqueira Filho (MCom), em coletiva à imprensa, sobre cabos submarinos e data centers
Foto: Ministro Frederico de Siqueira Filho (MCom), em coletiva à imprensa, sobre cabos submarinos e data centers

Ele lembrou que o Ministério pensa a política pública e a estratégia, mas sempre muito próximo da Anatel e, cada vez mais, da ANPD. Ele ressaltou que a fiscalização continuará sob responsabilidade dos órgãos técnicos, em especial a Anatel, e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que se estrutura para acompanhar o tratamento e a segurança das informações.

Frederico reforçou que o governo busca garantir segurança jurídica e regulatória para atrair novos investimentos em infraestrutura digital, com base na recém publicada Medida Provisória do ReData. “Dentro da medida provisória já existem especificações técnicas e, a partir delas, vamos evoluir nas tratativas. A expectativa é que a MP seja regulamentada até o final do ano, criando um ambiente estável para antecipar a janela de investimentos prevista para 2026”, acrescentou Siqueira.

O ReData foi construído em conjunto com o Ministério da Fazenda e prevê incentivos fiscais e normativos para estimular a implantação de data centers e redes de alta capacidade, utilizados no treinamento e inferência de inteligência artificial. “O Brasil está se estruturando para não perder essa janela de 2026. Queremos atrair empresas globais e consolidar o país como hub digital da América Latina”, afirmou.

Avatar photo

Paula Coutinho

Jornalista com mais de 20 anos de experiência profissional, com passagem pela grande imprensa, em jornais diários, semanários, revistas, rádios e emissoras de TV.

Artigos: 296