iuh! passa a operar como integradora multitecnologia

Em Barcelona, Laerte Magalhães defende integração entre fibra, redes móveis, FWA e satélites LEO para viabilizar conectividade educacional em regiões de difícil acesso.

A iuh! apresentou nesta semana, no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, um modelo de conectividade para escolas públicas em áreas remotas do Brasil baseado na integração de fibra óptica, redes móveis, FWA e satélites LEO e GEO.

A empresa anunciou parceria com uma grande operadora de satélites. Segundo o CEO da iuh!, Laerte Magalhães, o acordo é estratégico para facilitar a conexão de escolas em onde a fibra não chega. O executivo diz que a incorporação de tecnologia LEO “alterou a experiência de conectividade em áreas remotas, em comparação com modelos satelitais tradicionais”, de maior latência.

“A fibra é essencial, mas não é economicamente viável em todos os territórios. O satélite LEO não substitui a rede terrestre, ele complementa onde o modelo tradicional não fecha a conta. O que garante inclusão digital não é uma tecnologia isolada, é a integração certa para cada realidade”, afirmou Magalhães.

Como caso concreto, a iuh! cita a Escola Divino Espírito Santo, em Santarém (PA), localizada “a cerca de uma hora de barco da sede municipal”. De acordo com o material, a conectividade via LEO passou a sustentar atividades digitais antes inviáveis “pela instabilidade da rede”, viabilizando o uso contínuo de plataformas educacionais.

Políticas públicas federais e escala de operação

No documento, Laerte Magalhães também afirmou que o Brasil já possuía diretrizes e políticas públicas voltadas à conectividade educacional, mas enfrentava desafios de execução em escala nacional. Nesse contexto, a iuh! diz atuar com responsáveis por políticas públicas federais, “além da parceria com uma estatal, operadoras nacionais e mais de mil provedores regionais”.

A iuh! informou que opera mais de 5 mil pontos conectados no país, com foco em escolas públicas, incluindo localidades acessíveis apenas por transporte fluvial na região amazônica. (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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