Alloha Fibra fecha 2025 com EBITDA recorde
Companhia informou EBITDA de R$ 203 milhões no quarto trimestre, margem de 49,2% e geração positiva de caixa no segundo semestre do ano.

A Alloha Fibra encerrou 2025 com EBITDA de R$ 203 milhões no quarto trimestre, margem EBITDA de 49,2% e reversão do fluxo de caixa livre para geração positiva no segundo semestre. A companhia divulgou na noite desta quinta-feira, 5, o balanço do ano.
Segundo a empresa, o resultado do quarto trimestre foi o maior EBITDA trimestral de sua história. O relatório também registra queda trimestral de 3,7% da receita líquida, atribuída à redução da base de clientes em meio a uma estratégia mais seletiva de entrada, crédito e sustentabilidade comercial.
A Giga Mais Fibra encerrou 2025 com receita operacional líquida de R$ 1,715 bilhão, ante R$ 1,683 bilhão em 2024, alta de cerca de 1,9%. No resultado final, porém, a companhia saiu de lucro líquido de R$ 11,2 milhões em 2024 para prejuízo líquido de R$ 128,5 milhões em 2025. O lucro antes do resultado financeiro ficou em R$ 253,2 milhões, mas foi consumido por um resultado financeiro líquido negativo de R$ 436,4 milhões.
Em relação ao Capex, a companhia destinou R$ 488,9 milhões em investimentos, ante R$ 421,2 milhões em 2024, alta de cerca de 16,1%. As notas explicativas mostram ainda que a maior parte investimento continuou concentrada em infraestrutura de rede e equipamentos de transmissão e comunicação.
Segundo a Alloha, a margem EBITDA do quarto trimestre ficou em 49,2%, 20 pontos percentuais acima da registrada no trimestre anterior e 2,6 pontos percentuais superior à apurada um ano antes. Tomando como referência o patamar operacional recorrente observado no quarto trimestre, o EBITDA anualizado corresponderia a aproximadamente R$ 811 milhões.
A companhia relaciona esse desempenho a medidas adotadas ao longo de 2025 para reforçar a sustentabilidade econômico-financeira do negócio e melhorar a eficiência operacional. Entre elas, a revisão dos modelos comerciais e o alinhamento de incentivos com parceiros, com foco em clientes de maior capacidade de pagamento e contribuição positiva para as margens ao longo do ciclo de vida.
Caixa vira no segundo semestre
Do ponto de vista de caixa, a empresa saiu de uma queima de caixa livre de aproximadamente R$ 198 milhões no primeiro semestre de 2025 para uma geração positiva de cerca de R$ 61 milhões no segundo semestre, melhora nominal de cerca de R$ 260 milhões na comparação entre os períodos. Também em 2025 a Alloha obteve a renegociação dos covenants financeiros com credores, o que reduziu pressão sobre os gastos.
Roger Solé, CEO da Alloha, afirma que “as decisões tomadas em 2025 reforçaram a resiliência da Alloha e criaram condições para um ciclo mais próspero e previsível a partir de 2026, com potencial de fortalecimento adicional do perfil de crédito e da geração de valor para acionistas, credores e demais stakeholders”.
O executivo diz ainda que “o processo de transição da companhia pelos colaboradores, além do apoio e a confiança dos acionistas e credores ao longo do período foram – e têm sido – fundamentais para o fortalecimento estrutural da companhia”.
A Alloha informa ainda que o ticket médio global da companhia cresceu 2,2% na comparação trimestral, para R$ 110,80. A empresa está presente em 864 cidades de 22 estados e tem 1,4 milhão de clientes nos segmentos B2B e B2C em sua base.



