Futuro das operadoras contempla hubs digitais e redes autônomas

Executivos apontam avanço gradual rumo às redes full autônomas e papel da IA no processo

(Foto: Freepik) redes sociais

* As transformações no setor de telecomunicações seguem pressionando as operadoras a repensarem seus modelos de negócio e infraestrutura. No campo comercial, cresce a necessidade de atuar como plataforma as a service, posicionando-se como hubs de serviços digitais. Já no núcleo das redes, o objetivo é alcançar o status de redes full autônomas (zero-touch), capazes de se autoconfigurar, monitorar, diagnosticar e corrigir falhas sem intervenção humana.

Esses dois desafios foram destaque das discussões do Telco Transformation Latam, realizadas na manhã desta quinta-feira, 28.

Caminho até as redes autônomas

Segundo Ralf Souza, vice-presidente executivo de negócios da Amdocs, espera-se que as redes totalmente autônomas (nível 5 da escala definida pelo TM Forum) se tornem realidade por volta de 2029. Hoje, as operadoras latino-americanas se encontram no nível 2.

“No status atual, a automação é baseada em intenção, em busca da criação de uma experiência para o cliente e recursos de autocorreção e otimização em redes autônomas, utilizando objetivos de negócios definidos pela operadora”, explicou Souza.

Vivo avança em automação de rede

Entre as operadoras da região, a Vivo é considerada uma das mais avançadas nesse processo. Sua rede encontra-se no estágio 3 e caminha para alcançar o nível 4, em que algumas tarefas passam a ser executadas de forma autônoma, mas ainda dependem de configurações de sistema.

No estágio final, nível 5, todas as operações da rede seriam conduzidas por sistemas computacionais com base em modelos de intenção, como linguagem natural. “A digitalização é essencial para o time do market”, observou Souza.

Redes neutras e provisionamento ágil

Para Mauro Fukuda, diretor de Tecnologia, Estratégia e Arquitetura de Rede da V.tal, a automação tem papel crucial para acelerar a entrega de serviços.

“O modelo automatizado é essencial para uma rede neutra, permitindo o provisionamento de rotas que viabilizam o network slicing. Para isso, o uso de controladores e orquestradores de rede com camadas que fazem uso de IA são essenciais”, afirmou.

*Reportagem especial Carmen Nery

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Da Redação

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