Com nova lei da preferência, Telebras vai entrar no mercado de Data Center

O presidente da estatal, Frederico de Siqueira Filho, disse que vai oferecer os serviços de data center para os diferentes órgãos da Administração Pública Federal, para a geração de novas receitas da empresa.
Telebras vai vender serviço de Data Center
| Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

A Telebras pretende ser um player importante para a Administração Pública no mercado de Data Center, anunciou hoje, 09, seu presidente, Frederico de Siqueira Filho, em solenidade de comemoração dos 51 anos da estatal. ” O nosso Data Center, único Tier IV do país, é um grande ativo, e já estamos conversando com vários players internacionais e agora, com a lei aprovada, vamos oferecer também o serviço para a administração pública”, afirmou o executivo.

A lei a qual Frederico Siqueira se refere, é o projeto de lei aprovado ontem, em caráter terminativo pela Câmara dos Deputados e que que prevê a contratação preferencial dos Correios e da Telebras por parte de órgãos públicos federais para serviços prestados de forma não exclusiva. “Este projeto aprovado é muito importante para o governo Lula. Isso vai nos ajudar muito para que os órgãos da Administração Pública Federal comecem a entender a qualidade da Telebras. Temos um case do INSS bem sucedido para demonstrar”, completou o presidente da estatal.

Segundo ele, o papel da empresa que dirige é o de ser provedora de infraestrutura de telecomunicações e de cyber segurança para a Administração Pública Federal, além de executar as políticas públicas de inclusão digital estabelecidas pelo Executivo. E, para executar as políticas públicas, a empresa precisará gerar receitas próprias, disse Siqueira. Por isso pretende ser um provedor de soluções digitais. Além dos serviços para o mercado de Data Center e do satélite geoestacionário, planeja também vender serviços de imagens de satélite.

Na execução das políticas públicas – que implica levar conectividade à internet a todos os brasileiros – Siqueira entende que há espaço para todas as empresas, sejam a Telebras ou a RNP (vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação). As duas entidades estão presente, por sinal, no conselho do ENAC, que vai estabelecer as metas e condições de atendimento do programa de conexão das escolas públicas. “Conectar 138 mil escolas  e mais de 40 mil postos de saúde é um projeto gigantesco. Há espaço para  vários players no mercado”, completou.

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Miriam Aquino

Jornalista há mais de 30 anos, é diretora da Momento Editorial e responsável pela sucursal de Brasília. Especializou-se nas áreas de telecomunicações e de Tecnologia da Informação, e tem ampla experiência no acompanhamento de políticas públicas e dos assuntos regulatórios.
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