Os planos da Watch Brasil: fornecimento de tecnologia e expansão internacional

Empresa anunciou a criação do Watch Lab, divisão responsável por desenvolver e vender soluções ligadas ao mercado de streaming de vídeo; plataforma também foi atualizada com tecnologias que devem otimizar operação e navegação
Em busca de expansão internacional, Watch Brasil vai vender tecnologia de streaming
Da esq. para a dir.: Carlos Mendes (CEO), Carlos Motter (CTO) e Maurício Almeida (cofundador) da Watch Brasil (crédito: Divulgação/Watch Brasil)

Com cerca de 900 provedores de serviços de internet (ISPs) conectados à sua plataforma, a Watch Brasil busca expansão internacional e se posicionar no mercado de streaming de vídeo como fornecedora de tecnologia. Para isso, a empresa criou o Watch Lab, uma divisão responsável por desenvolver soluções tecnológicas que podem ser usadas tanto pelo hub de conteúdo de vídeo quanto por terceiros.

A diretoria da empresa planeja participar das principais feiras e eventos internacionais do setor de vídeo no ano que vem para divulgar suas aplicações e fazer negócios fora do País. A novidade foi revelada por executivos da Watch Brasil em encontro com jornalistas, na quarta-feira, 8, em São Paulo.

“Percebemos a qualidade do nosso produto e que poderíamos contribuir para esse mercado”, resumiu Maurício Almeida, cofundador da Watch Brasil, a respeito da nova empreitada da empresa.

Segundo ele, o Watch Lab conta com uma estrutura completamente apartada da Watch Brasil. Dessa forma, a divisão funciona com equipes de desenvolvimento, atendimento e comercial próprias, ainda que esteja dentro da mesma empresa.

Almeida ainda destacou que todas as tecnologias consolidadas para uso da Watch Brasil se tornarão produtos ofertados por meio do braço de tecnologia.

“Jamais vamos deixar a Watch Brasil de lado. A intenção é aumentar a sinergia para que o hub de conteúdo seja o primeiro beneficiário de toda essa tecnologia, mas percebemos que não poderíamos abrir mão da oportunidade de ir para outros lugares”, explicou o sócio-fundador.

Até o momento, a empresa não definiu quais mercados espera atingir, mas sinalizou que já tem conversas com interessados na Irlanda e na Bósnia e Herzegovina.

Parcerias e inovações

Além do laboratório, a Watch anunciou a implementação de novas tecnologias em sua plataforma de streaming de vídeo. A empresa passou a utilizar o framework React, da Meta, para desenvolver front-ends (parte visual de um site ou software) mais adequados aos dispositivos em que o serviço pode ser acessado.

Também fechou uma parceria com a Kaltura, empresa especializada em TV em nuvem e plataformas de vídeo online, para usar a solução KTP, que deve facilitar a criação de carrosséis de conteúdo pela equipe de curadoria, sem a necessidade de envolver a TI. Adicionalmente, a tecnologia deve ser usada para simplificar a venda de pacotes de conteúdo, podendo também ser manuseada pela equipe comercial.

A relação com a AWS, plataforma de computação em nuvem da Amazon, foi fortalecida. A Watch já usava o serviço para fazer transmissões ao vivo, como jogos de futebol e festivais de música, e obter redundância de sinal. Agora, deve disponibilizar as suas próprias tecnologias de vídeo na plataforma da big tech para que empresas em qualquer parte do mundo tenham acesso.

“Também teremos, no ano que vem, uma ferramenta de previsão de churn do usuário. Poderemos acompanhar a jornada de conteúdo dele e atuar com curadoria para que ele continue como assinante”, apontou Carlos Motter, diretor de Tecnologia da Watch Brasil.

Em 2024, a plataforma também deve receber canais fast (canais gratuitos por streaming apoiados com propaganda).

“A ideia é que o primeiro pacote seja fremium. A partir daí, vamos trabalhar junto dos ISPs em pacotes mais premium. Tudo indica que teremos alguns canais fast já no começo do ano”, sinalizou Almeida.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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