IBGE: Banda larga móvel se recupera pós-pandemia e rede fixa chega a 86% dos domicílios

Em 2021, o levantamento identificou, pela primeira vez, o domínio da rede fixa. O resultado de 2022 confirma a liderança.
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IBGE mostra que uso exclusivo da banda larga móvel recua no país, ao passo que rede fixa avança | Foto: Freepik

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira, 9, apontam que até o final de 2022, 91,5% dos domicílios do país tinham acesso à internet, sendo 81,2% deles via banda larga móvel. O número representa a recuperação da adesão a esse tipo de conexão, já que no ano anterior o mesmo levantamento apontou uma redução (de 81% para 79,2%). 

No entanto, a rede fixa, que ultrapassou a móvel pela primeira vez em 2021, continua em liderança e crescimento – eram 78% das residências conectadas em 2019, passou para 83,5% em 2021 e chegou a 86,4% no ano passado. O aumento é mais expressivo na Região Norte (veja mais abaixo).

Os números fazem parte do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, que não teve edição no ano de 2020 por conta da pandemia de Covid-19. 

A mudança no tipo de banda larga utilizada nas casas brasileiras entre 2019 e 2021 foi interpretada por especialistas como um dos impactos do isolamento social, quando o uso da banda larga fixa fez mais sentido em decorrência da rotina de atividades remotas. Mas além disso, analistas também consideram que a expansão dos pequenos provedores de internet em regiões antes não atendidas também contribuíram para a mudança no cenário.  

A pesquisa cita que no período de 2016 a 2022, houve o crescimento no número de domicílios em que eram utilizados os dois tipos de banda larga, ao mesmo tempo em que o grupo com apenas uma modalidade de rede caiu. 

“Nesse período [2016 a 2022], o percentual de domicílios em que havia conexão por banda larga fixa e móvel subiu de 48,8% para 67,8%, enquanto o percentual dos domicílios em que = era utilizada somente a conexão por banda larga móvel passou de 27,1 % para 12,7% e naqueles em que havia somente o uso de conexão por banda larga fixa, apresentou redução de 21,0% para 17,6%”, consta no levantamento. 

Veja a trajetória em detalhes, na tabela abaixo:

Dispositivos e estudantes

Independente do tipo de conexão, o celular continua a crescer como principal meio de acesso à internet, assim como a smart TV. A PNAD TIC confirma a trajetória de queda para tablets e microcomputadortes. Saiba mais neste link.

O tipo de aparelho utilizado continua a ter recortes a depender do perfil do usuário. Entre estudantes, por exemplo, 75% dos alunos da rede privada acessaram a internet por um microcomputador, enquanto esse percentual foi de apenas 31,2% entre os estudantes de escolas públicas.

“Em 2022, 8,9% dos usuários acessaram a internet por conexão gratuita pública em escolas, universidades ou bibliotecas públicas. Entre os estudantes da rede pública usuários da internet, 26,7% utilizaram essa forma de acesso”, destaca a pesquisa.

Ao todo, 98,4% dos alunos da rede privada e 89,4% da pública utilizaram a internet em 2022.

 

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Carolina Cruz

Repórter com trajetória em redações da Rede Globo e Grupo Cofina. Atualmente na cobertura dos Três Poderes, em Brasília, e da inovação, onde ela estiver.

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