Bancos e call centers devem puxar demanda pelo Stir Shaken, diz Cleartech

Segundo a empresa, com o protocolo de identificação de chamadas, a probabilidade de o usuário atender a uma ligação sobe para 65%
Ronaldo Barrozo, gerente de Pré-vendas e Inovação da Cleartech
Ronaldo Barrozo, gerente de Pré-vendas e Inovação da Cleartech, apresentou a soluçaõ de Stir Shaken da empresa

O Stir Shaken, protocolo que permite a identificação de chamadas feitas para celular, deve ter forte apelo pelo setor financeiro, sobretudo bancos e seguradoras, e por empresas de call center, indicou, nesta terça-feira, 23, Ronaldo Barrozo, gerente de Pré-vendas e Inovação da Cleartech.

A empresa apresentou a sua solução de segurança em chamadas e combate a fraudes durante a conferência Conexão Brasil-África, organizada pela Momento Editorial, que publica este Tele.Síntese, em conjunto com a ARCTEL-CPLP, entidade de reguladores de telecom dos países de língua portuguesa.

Com base em pesquisas internacionais, Barrozo indicou que, com um identificador de chamadas no celular, a probabilidade de o usuário atender a uma ligação é de 65%.

“Atualmente, a rejeição a ligações é muito grande. Isso criou um problema social e de segurança”, pontuou.

O gerente da Cleartech ressaltou que, no que diz respeito a chamadas indesejadas, o Brasil é o segundo país em um ranking global, atrás apenas dos Estados Unidos. Ele citou que o Stir Shaken foi implementado no território norte-americano há sete anos, de modo que a solução disponibilizada pela Cleartech se aproveita dessa curva de aprendizado.

Para Barrozo, iniciativas da Agência Nacional de Telecomunicações, como o site “Não Me Perturbe” e os códigos 0303, para telemarketing, e 0304, para ligações de cobrança, são bem-vindas, mas “o problema é misturar tudo”.

“O usuário não atende, porque não sabe se está recebendo uma ligação de uma empresa idônea ou se é uma fraude”, ponderou.

Nesse sentido, Barrozo destacou que o Stir Shaken da Cleartech vai funcionar “de forma segura para as chamadas e simplificada para entendimento dos usuários”. Ainda disse que “o funcionamento é análogo a quando acessamos o site de nosso banco e vemos um ‘cadeado’, indicando que a transação é segura e válida, utilizando criptografia entre a origem e destino”.

Para as empresas parceiras, o sistema vai gerar um token único, que visa a identificar e autenticar as ligações. Empresas de call center, por exemplo, poderão cadastrar campanhas válidas por períodos determinados. A expectativa é que esse recurso aumente a confiabilidade das ligações.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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